Para New York Times, crise da Igreja chilena começou com Woityla

João Paulo II e Augusto Pinochet. Fonte da foto: Il Sismografo

Mais Lidos

  • Ser Papa em tempos de “anticristos”. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • EUA, uma equipe inter-racial e mestiça, entram em campo em um estádio que teme as batidas de imigração de Trump

    LER MAIS
  • Em um contexto de crescente deslocamento forçado, a reflexão inspirada em Hannah Arendt destaca que a dignidade humana depende do pertencimento a uma comunidade política e do acesso efetivo ao “direito a ter direitos”

    Um olhar sobre os apátridas, refugiados e migrantes. Entrevista especial com Maria Cristina Müller

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

28 Mai 2018

Quem assinou o “j’accuse” contra Karol Wojtyla foi o New York Times, que afirmou que todos os problemas da Igreja chilena decorrem da mudança imposta nos anos 1990 pela Cúria liderada pelo papa polonês.

A reportagem é de Fai.informazione.it, 27-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

João Paulo II, escreveu Patricio Fernández, quis substituir uma hierarquia próxima da Teologia da Libertação por prelados conservadores – “elitistas e distantes de seu rebanho” – que não teriam sido capazes de acompanhar a entrada do país na contemporaneidade e na democracia após a ditadura de Augusto Pinochet.

Um conceito não muito diferente do assinado pelo teólogo jesuíta Jorge Costadoat: “Durante os anos 1960 e 1970, Paulo VI havia nomeado no Chile uma geração de bispos excepcionais. João Paulo II, a partir dos anos 1980, no Chile e no restante da América Latina, nomeou bispos com pouca liberdade para interpretar a doutrina da Igreja, doutrina que, em casos como a Veritatis splendor, significou um retrocesso. Eram homens sem as luzes da geração anterior, temerosos, estritamente fiéis ao governo do papa”.

O problema, portanto, torna-se ainda mais delicado para o Vaticano: não se trata apenas de avaliar os casos individuais de abuso sexual por parte de membros do clero, nem de processar toda uma Conferência Episcopal. O pedido até agora implícito da mídia, dos eclesiásticos e da opinião pública chilena é de também passar pelo crivo a operação de um papa, acima de tudo, santo.

Leia mais