Denúncias de assédio na COP23

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20 Novembro 2017

A 23ª Conferência sobre o Clima da ONU não ficou isenta da violência machista e das reações para denunciá-la. A organização da cúpula admitiu ter recebido "um punhado" de queixas por episódios de assédio sexual ocorridos durante a conferência, que acolheu milhares de delegados dos 193 países quer aderiram às Nações Unidas durante duas semanas.

A reportagem é publicada por Página/12, 18-11-2017. A tradução é de André Langer.

Nick Nutall, porta-voz da Secretaria de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, confirmou a informação sobre as denúncias. No entanto, o porta-voz da ONU esclareceu que nenhuma das vítimas "decidiu tomar qualquer tipo de ação". Por sua vez, Nutall também não quis dar detalhes sobre quem era(m) a(s) pessoa(s) apontada(s) pelas vítimas. Pela primeira vez, após 20 anos de conferências climáticas, a Secretaria das Nações Unidas assegurou que irá implementar "uma política de tolerância zero".

Entre os meses de julho, agosto e setembro deste ano, as Nações Unidas receberam 31 acusações de exploração e abuso sexual em sua organização, de acordo com confirmação do porta-voz Stéphane Dujarric. Quinze das 31 denúncias ocorreram no Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 12 das restantes denúncias em missões de manutenção da paz e as restantes foram divididas entre os escritórios da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

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