Senso de urgência marca discursos na abertura da COP23

COP23. | Foto: Governo da França

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08 Novembro 2017

“Não temos mais o luxo do tempo e não podemos aceitar menos do que sair daqui com um livro de regras baseado no Acordo de Paris”, diz Patricia Espinosa, Secretária Executiva da UNFCCC.

A reportagem é de Luciana Vicária, publicada por Observatório do Clima

A abertura da 23ª conferência do clima da ONU, realizada nesta manhã em Bonn, na Alemanha, foi marcada por um discurso de apelo à ação climática, que pode ser resumido pela fala de Patricia Espinosa, secretária-executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas (UNFCCC): “Ainda não havíamos nos encontrado com um senso de urgência tão grande. Passou da hora de fecharmos as lacunas de promessas nacionais de redução de emissões, porque estamos diante de nossa última chance de manter o planeta na trilha dos objetivos que pretendemos”, afirmou, dirigindo-se aos delegados, após acompanhar uma cerimônia tradicional de dança de guerra organizada pelo país anfitrião, Fiji.

Espinosa elogiou a rápida ratificação global do Acordo de Paris, de 2015, por ter estabelecido um caminho claro para o enfrentamento das mudanças climáticas, mas enfatizou que até agora, o que se tem “é uma jornada incompleta”, e que vamos colocar à prova a capacidade de os 196 países-membros da Convenção do Clima manterem viva a lógica do tratado de 2015. Espinosa lembrou que este ano provavelmente será um dos anos mais quentes registrados em toda a história e que o mundo já enfrenta os impactos associados de temperaturas mais altas, como o aumento do nível do mar e as consequências de eventos climáticos extremos.

A mexicana repetiu, mais de uma vez, que “não temos mais o luxo do tempo” e que não aceita menos do que sair de Bonn com um “livro de regras baseado no Acordo de Paris”, incluindo as contribuições nacionais (NDCs) dos países e o aumento da ambição das promessas climáticas nacionais. Também reforçou que devemos investir no acesso ao financiamento do clima a países mais vulneráveis.

O primeiro-ministro de Fiji e presidente da COP23, Frank Bainimarama, também destacou o papel fundamental de atores não estatais, como empresas, cidades e organizações da sociedade civil na ação climática, citando a mobilização dos cerca de 25 mil delegados que devem se reunir por duas semanas em busca de soluções para o planeta. Bainimarama disse que Fiji usaria a conferência para tentar construir uma coalizão focada na promoção de um objetivo de manter temperaturas médias globais abaixo de 1,5°C de aquecimento. “Não podemos falhar com o nosso povo e com a humanidade”, disse.

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