El Salvador. Igreja pede para se preparar para as deportações

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Mai 2017

O arcebispo de San Salvador, José Luis Escobar, fez um apelo ao Estado para que se empenhe na preparação de medidas para uma eventual deportação em massa de salvadorenhos pelas autoridades dos Estados Unidos.

A reportagem é de Susana Peñate e publicada por La Prensa Grafica, 08-05-2017. A tradução é de André Langer.

Embora a Igreja católica tenha uma Pastoral dos Migrantes trabalhando na questão e apesar de ter ouvido declarações da chancelaria da República falando dos preparativos, o religioso considera que diante de uma deportação em massa dificilmente conseguiriam ser efetivos.

“Temo que tudo o que foi feito e se pense ainda fazer seja insuficiente. O pedido, com todo o respeito, ao Estado e também ao povo é maior empenho, estar preparados. Oxalá, essa deportação em massa não venha a acontecer. Peçamos ao Senhor que o Governo dos Estados Unidos reflita”, disse Escobar.

Acrescentou que o país não perde nada, caso as medidas necessárias forem tomadas, mesmo que não haja uma deportação em massa; “mas, caso houver essa deportação e não tivermos tomado ainda as medidas cabíveis, será muito triste para todos”, disse o arcebispo.

Além disso, avaliou como positiva a aprovação da continuidade dos recursos financeiros para o Plano de Aliança para a Prosperidade do Triângulo Norte pelas Câmaras do Congresso dos Estados unidos, que busca o desenvolvimento sustentável de áreas de risco e, dessa maneira, reduzir a migração por causa da violência.

“É a pobreza extrema, é a exclusão social, é a injustiça social, que obrigam estas pessoas a migrarem, e são pessoas boas, são pessoas que merecem ser bem tratadas e que não se viole seus direitos”, disse o hierarca.

Leia mais