Setembro amarelo e a relevância em falar sobre o suicídio

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Setembro 2016

Alguns meses vêm sendo coloridos para conscientização da população acerca de temas relevantes e comuns, e Setembro é a vez de falar em suicídio.

"Ah, mas que tema pesado." Mais pesado ainda, te garanto, é o fardo que as pessoas com tendências suicidas carregam. Primeiro porque "é feio" pensar em suicídio, mais ainda falar sobre ele. Segundo porque, no final das contas, o suicida é uma pessoa que esqueceu o sentido de compartilhar.

O comentário é de Matê da Luz, terapeuta, em artigo publicado por Jornal GGN, 09-09-2016.

Você sabia que o Brasil é o oitavo país do mundo com maior índice de mortes assim? Pois é, acho que está mais do que na hora de abrandar a abordagem da temática e falar sobre ela.

Este é um ponto de vista individual, compartilhado em algumas linhas terapêuticas que têm como premissa o dividir para curar e, ao meu ver, tem eficácia na prevenção de sentimentos de não-pertencimento, revalorização do indivíduo e possível resgate de auto-estima e equilíbrio, pilares fundamentais para querer viver. O falar sobre acalma, além de promover uma troca onde a pessoa com tendências desgostosas tem a oportunidade de se sentir válida, ouvida, encorajada a vasculhar seus escombros e recomeçar, de novo e de novo, quantas vezes forem necessárias.

Todo suicida é alguém que carrega uma sensação teoricamente inexplicável de "não adianta continuar". O desequilíbrio psíquico leva ao desequilíbrio químico e, na grande maioria dos casos, o amparo de medicamentos regulados e acompanhados por um psiquiatra são fundamentais, além da terapia convencional, esta que atua na dissolução dos nós e, quem sabe promova laços com a própria existência.

O Conselho Federal de Medicina - CFM - distribui gratuitamente a cartilha "Suicídio: informando para prevenir", que contém, dentre outras informações, abordagem para identificação e conduta idela para o possível suicida, além de um capítulo inteiro sobre a responsabilidade e prevenção além do sistema de saúde, que diz respeito à participação ativa da família no processo pró-vida.

Algumas instituições bastante confiáveis também promovem ações especiais durante todo o mês de Setembro, chamando a atenção da sociedade para o tema e nos convidando a dialogar sobre o tema fora da pauta de psiquiatria e psicologia, trazendo para mais perto de nós a empatia para com estas pessoas que, muito mais do que vez ou outra, têm enorme necessidade de serem ouvidas, escutadas e reinseridas.

Vale a leitura, o interesse, a participação nas ações, para que este seja mais um tema que saia da lista de tabus e passe a ser tratado como passivo de cura, o que, ao meu ver, só é possível quando olhado sob os olhos da expressão.

Leia mais...