Árabes e muçulmanos na Itália declaram apoio ao Papa Francisco

Papa Francisco em visita ao Oriente Médio, em 2014. Foto: Foto: Haim Zach /GPO/Israel Ministry of Foreign Affairs

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01 Setembro 2018

As comunidades do mundo árabe na Itália (Co-mai) e a Confederação Internacional Laica Inter-Religiosa (Cili-Itália), junto com as comunidades e associações aderentes ao movimento internacional “Uniti per Unire”, defendem e apoiam o Papa Francisco contra os seus inimigos internos e externos, que são os nossos próprios inimigos. Por isso, declaram #NessunoTocchiFrancesco [“Ninguém toque em Francisco”]. O apoio ao pontífice é determinado e sem ambiguidades.

A reportagem é da Agenzia Stampa Italia, 30-08-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A posição das Co-mai e da Cili-Italia em relação ao papa é muito clara desde o primeiro dia da sua eleição, em que foram compartilhadas as suas posições, as suas iniciativas e as suas declarações em favor do diálogo, da paz, dos imigrantes e da relação com o mundo árabe e muçulmano, incluindo as relações com os nossos preciosos irmãos cristãos no Oriente Médio.

As Co-mais e a Cili-Itália não compartilham a posição estéril de quem combate a obra construtiva do Papa Francisco e o seu compromisso em favor do diálogo com o mundo árabe e muçulmano e do seu reformismo, sempre transparente no âmbito da Igreja e das suas relações com as outras religiões. Até agora, seu trabalho e sua total colaboração contra o terrorismo e as discriminações também foram importantes.

“Nós o defendemos desde o início e continuamos fazendo isso com convicção. Francisco é um acérrimo defensor dos direitos universais, do verdadeiro diálogo e da paz sem meios termos”, declarou Foad Aodi, fundador das Co-mai e da Cili-Itália, que continua dizendo que “fomos os primeiros a afirmar sem hesitação que os verdadeiros e ferozes inimigos do Papa Francisco são apenas aqueles que, na Igreja, querem combater a sua ação inovadora e a sua verdadeira abertura ao Islã”.

Prova disso é o fato de que alguns bispos não apreciaram nem aderiram às nossas iniciativas globais: #Musulmaninchiesa [“Muçulmanos na Igreja”], em 31 de julho de 2016, #Cristianinmoschea [“Cristãos na Mesquita”], em 11 de setembro de 2016, e #FestedelDialogo [“Festas do Diálogo”], nas quais foram envolvidos milhares de muçulmanos, cristãos, judeus e pessoas seculares. Felizmente, as iniciativas tiveram uma repercussão mundial, das quais ainda se fala na Europa, Itália, Oriente Médio e Terra Santa, onde Aodi se encontra de férias nestes dias e para compromissos e encontros institucionais.

Apelamos ao Papa Francisco para que continue, sem hesitação, na sua virada histórica, apreciada em todo o mundo e por todas as religiões. Trata-se de uma virada sincera, humana, levada adiante com linguagem simples e sempre em favor de quem está em dificuldade.

Tudo isso foi demonstrado pela atitude positiva sobre os últimos fatos, como o navio Diciotti e dos apelos contra as guerras, como a da Síria e pela paz na Palestina. O Papa Francisco também desempenhou um papel valioso na promoção da democracia e da liberdade no mundo. Um mundo cheio de pontes, sem muros e sem preconceitos e egoísmos.

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