Arrependimento, tristeza, vergonha: reações da Igreja ao relatório sobre abusos na Pensilvânia

Detalhe da Catedral Basílica de São Pedro e São Paulo, na Filadélfia, Pensilvânia. Foto: Peter Miller | Flickr

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16 Agosto 2018

“Remorso”, “tristeza”, “choque” e “vergonha”: essas são algumas das reações dos bispos católicos do Estado da Pensilvânia após a publicação de um relatório sobre abusos sexuais, apresentado pelo Procurador Geral do Estado, na última terça-feira, 14 de agosto.

O comentário é do jesuíta Bernd Hagenkord, publicado em Vatican News, 15-08-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Seis das oito dioceses da Pensilvânia foram investigadas, enquanto as outras duas já haviam sido objeto de investigações anteriores. O relatório foi preparado por um júri, oficialmente encarregado pela lei processual dos Estados Unidos em um procedimento não público e com a ajuda de investigações da polícia sobre possíveis comportamentos criminosos, e iniciado pelo Procurador Geral do Estado.

O relatório é o mais abrangente já produzido por uma instituição do governo dos Estados Unidos sobre casos de abuso. Além dos nomes mencionados, o dossiê acusa a Igreja de seguir seu próprio “roteiro” no encobrimento de casos de abuso.

O júri levou dois anos para concluir o relatório de 900 páginas, que examina os abusos cometidos por membros da Igreja Católica no Estado da Pensilvânia ao longo dos últimos 70 anos. Mil vítimas foram identificadas, embora o número total possa ser ainda maior.

Todas as oito dioceses da Pensilvânia responderam ao relatório.

O bispo de Pittsburgh, David Zubik, escreveu em sua declaração que em nenhum lugar havia qualquer desejo de “diminuir a dor que surgiu”. Uma declaração da Arquidiocese de Filadélfia reconheceu: “É doloroso para qualquer um que o leia, especialmente para os sobreviventes de abuso sexual e suas famílias”, e continuou: “Lamentamos profundamente a dor deles e continuamos no caminho da cura”.

Em uma declaração separada, a Diocese de Scranton pede garantias para assegurar que “nenhuma criança seja vítima de abuso, e que nenhum culpado seja protegido.” A mesma diocese publicou em seu site os nomes de 70 agressores, padres e leigos, incluindo alguns não mencionados no relatório do Grande Júri.

A Diocese de Erie publicou uma lista de 72 pessoas, incluindo clérigos e leigos homens e mulheres, acusados de ações que os desqualificariam de trabalhar com jovens. Estão aí incluídos os nomes de 31 agressores que morreram desde então e de um ex-bispo. De acordo com o site diocesano, o bispo em questão não investigou as denúncias de abuso em sua área de competência. O atual bispo de Erie, Lawrence Persico – cuja cooperação com a investigação foi notada positivamente pelo Grande Júri –, acolheu o relatório e escreveu cartas pessoais a cada uma das vítimas de abuso.

Enquanto isso, o bispo de Harrisburg, Ronald W. Gainer, disse: “Continuaremos a reparar os pecados do nosso passado e a oferecer orações e apoio a todas as vítimas dessas ações”. “Estamos comprometidos em continuar e intensificar as mudanças positivas para assegurar que tais atrocidades nunca mais aconteçam. Eu quero que as crianças, os pais, os paroquianos, os estudantes, os empregados, o clero e o público saibam que as nossas igrejas e escolas são seguras. Não há nada que levemos mais a sério do que a proteção daqueles que entram pelas nossas portas.”

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