Brasileiros querem comprar produtos que sigam o Código Florestal

Foto: IPAM

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Junho 2018

Uma pesquisa realizada pelo IBOPE/Rede Conhecimento Social, a pedido do Observatório do Código Florestal, mostra que 82% dos consumidores de grandes cidades brasileiras gostariam que os produtos que adquirem seguissem o Código Florestal, principal lei ambiental brasileira. Além disso, 60% declaram que pagariam um pouco a mais por esse produto.

A reportagem foi publicada por IPAM, 14-06-2018.

A pesquisa mostra também que, espontaneamente, somente três em dez consumidores conhecem a lei pelo seu nome, mas a maioria entende seus principais dispositivos: as matas que protegem as margens dos rios, chamadas de áreas de preservação permanente (APPs), e a porção de floresta que cada propriedade rural precisa preservar, a reserva legal. Seis em dez conseguem relacionar o código à produção de alimentos.

“O acesso à informação é a base para um consumo mais consciente”, afirma a pesquisadora do IPAM Laura Braga. “Quanto mais conhecimento a pessoa tem, melhor ela percebe a ligação entre produção no campo, a importância do Código Florestal e melhores produtos na mesa.”

A pesquisa foi realizada em seis capitais (Brasília, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio e São Paulo) com 600 pessoas no segundo semestre de 2017, além de dois encontros para análise qualitativa, em outubro e em janeiro, com representantes de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, São Luís e Vitória. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de quatro pontos percentuais.

“Os consumidores têm se informado cada vez mais e melhor, e isso rebate no cumprimento do Código Florestal pelos produtores”, explica a secretária-executiva do OCF, Roberta Del Giudice. “O mercado precisa se adaptar, e as empresas devem garantir que sua cadeia produtiva cumpra a legislação. O setor que ainda não tem essa preocupação precisa correr atrás, ou vai perder espaço.”

Dentre os entrevistados, 67% vão às compras pelo menos uma vez por semana, e 85% afirmam que é importante saber a procedência do que consomem – quanto mais velho, mais clara é essa relação. Os jovens são os mais sensíveis ao desmatamento como problema ambiental.

Confira aqui mais dados da pesquisa “Consumo & Código Florestal”.

Leia mais