Girafa entra na lista das espécies ameaçadas

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14 Dezembro 2016

A população mundial de girafas diminuiu cerca de 40% nos últimos 30 anos e foi catalogada como espécie “vulnerável” na mais recente Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), divulgada nesta semana no balneário mexicano de Cancún, na Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP13).

A reportagem é publicada por El País, 09-12-2016.

Houve uma “diminuição dramática” no número de exemplares de girafas, passando de cerca de 151.702 indivíduos (ou 163.452, segundo outra estimativa) em 1985 para 97.562 em 2015, adverte a organização no estudo, a terceira versão já publicada este ano. O animal vive na África meridional e oriental, com subpopulações isoladas menores na África ocidental e central. Entre as causas da redução, a IUCN identifica o aumento da população humana nos habitats, a caça ilegal, a expansão da agricultura e da mineração e o aumento do conflito humano-vida silvestre.

“Das nove subespécies de girafa, três têm populações em expansão, enquanto cinco têm populações decrescentes e uma estável”, diz o informe. Julian Fennessy, copresidente da Comissão Especial para a Sobrevivência (SSC, em inglês) das girafas da IUCN, lembra que muitos desses animais são “normalmente vistos em safáris, nos meios de comunicação e nos zoológicos”. Por isso, as pessoas, “incluindo conservacionistas, não são conscientes de que esses animais majestosos passam por uma extinção silenciosa”.

A nova edição da Lista Vermelha, criada em 1948 e elaborada por cerca de 1.300 organizações e 16.000 especialistas, inclui 85.604 espécies avaliadas, das quais 24.307 (28%) ameaçadas. No total, 860 espécies já estão extintas, 5.210 estão em perigo crítico, 7.781 em perigo, 11.316 em situação vulnerável e 5.498 à beira da ameaça, explicou.

O relatório também destaca os perigos enfrentados pelas aves no mundo. “Foram avaliadas mais de 700 espécies de aves que acabam de ser reconhecidas na última atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, e 11% delas estão ameaçadas de extinção”, diz o documento. Treze das espécies de aves reconhecidas recentemente entram na Lista Vermelha como extintas. “A agricultura não sustentável, o desmatamento, as espécies invasoras e outras ameaças, como o comércio ilegal, ainda levam muitas espécies à extinção”, afirma o relatório.

Algumas das aves mais populares do mundo podem desaparecer em breve na natureza se não forem tomadas as medidas apropriadas. São espécies icônicas, como o papagaio-cinzento (Psittacus erithacus), apreciado por sua capacidade de imitar a fala humana e que perdeu 99% de seus indivíduos em certas áreas da África.

Por outro lado, o número de algumas aves “raras e vulneráveis”, especialmente as que habitam ilhas isoladas, aumentou graças à conservação. É o caso do priolo (Pyrrhula murina) e da batuíra-de-Santa-Helena (Charadrius sanctaehelenae).

O relatório agregou 233 parentes silvestres de plantas cultivadas, como a cevada, a aveia e o girassol, que perderam o seu habitat devido à expansão agrícola. Estas são fontes de material genético para as “novas espécies de cultivos”, o que permite aumentar a resistência contra as doenças e a seca, a fertilidade, o valor nutricional e outras características desejáveis, afirma. Além disso, quatro espécies de manga foram catalogadas como em perigo de extinção.

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