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26 Outubro 2016

"A atitude humana mais próxima da graça de Deus é o humor." Com uma frase proferida de improviso nessa segunda-feira, na audiência aos coirmãos jesuítas, Jorge Mario Bergoglio "liberou" aquele riso que, na Idade Média descrita por Umberto Eco no romance "O Nome da Rosa", era ferozmente combatido para salvaguardar a fé.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no jornal La Stampa, 25-10-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A "reabilitação" do humor por parte de Francisco chega depois que, em pleno pontificado de Joseph Ratzinger, Letture, a revista dos paulinos, tinha reconhecido que a arma mais eficaz contra todas as formas de retórica é a ironia: "O humor acaba destruindo as construções mais sérias".

Nos mosteiros divididos pelas controvérsias teológico-eclesiásticas dos seguidores do papa de Avignon João XXII e do imperador Luis, o Bávaro, Guilherme de Baskerville descobre a sangrenta remoção do códice de Aristóteles sobre o cômico, porque "não há nada de mais perigoso, para a doutrina oficial, do que a comicidade, do que a ironia, do que a paródia". O texto proibido era guardado por um monge que o havia embebido em um veneno capaz de matar qualquer um que o tocasse.

Não só um preconceito medieval. O poeta maldito Charles Baudelaire também estava convencido de que o riso vinha do diabo, e que o cômico também era filho do pecado.

Francisco pensa de um modo totalmente diferente. Quem apresentou no Vaticano, em janeiro passado, o seu livro "O nome de Deus é misericórdia" foi o comediante Roberto Benigni. E, no retiro para os Exercícios Espirituais de Quaresma, o leitmotiv das meditações foi: "Não percamos a esperança nem o humor".

Não mais "uma risada os condenará", mas sim "o humor, caminho para o Paraíso".

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