Desmatamento é o maior em 4 anos

Imagem: Chico Batata/ Amazonia Real

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

28 Setembro 2016

Revisão anual dos dados de 2015 pelo Inpe mostra que devastação da floresta cresceu 24% em relação ao ano anterior; estimativa divulgada em novembro falava em 16%.

A reportagem é publicado por Observatório do Clima, 26-09-2016.

O desmatamento na Amazônia em 2015 foi 372 quilômetros quadrados (6,45%) maior do que o estimado pelo governo no ano passado, o que torna a taxa oficial de destruição da floresta 24% maior do que em 2014. Os dados vêm da revisão anual das estatísticas de desmatamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo informou o jornalista Maurício Tuffani, a revisão está pronta desde junho, aguardando liberação do ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações).

Em novembro do ano passado, a então ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, divulgou a estimativa do Prodes, o sistema de monitoramento por satélite que dá a taxa anual oficial de destruição da maior floresta tropical do mundo. Os números falavam em 5.835 quilômetros quadrados de floresta perdida, um aumento de cerca de 16% em relação a 2014. Na época, a ministra culpou os Estados pela fiscalização insuficiente.

Os dados consolidados do Prodes, baseados em 214 imagens de satélite que abarcam a região onde ocorrem 90% dos desmatamentos, indicam que o buraco é maior: 6.207 quilômetros quadrados de floresta viraram cinza. A área equivale a 4,1 vezes a cidade de São Paulo. Este é o maior desmatamento anual registrado desde 2011, primeiro ano do governo Dilma, quando foram perdidos 6.418 quilômetros quadrados de selva.

Todos os anos o Inpe divulga uma estimativa da taxa anual, no fim do ano, e uma consolidação dos dados no ano seguinte, com base em uma análise detalhada e um conjunto maior de imagens de satélite. Até o governo Dilma, o governo realizava seminários anuais com membros da academia e da sociedade civil para debater as tendências. Esses seminários foram suspensos em 2012 e serão retomados agora pelo Ministério do Meio Ambiente. O próximo está marcado para os dias 5 e 6.

Leia mais...