D. Cappio recebe Prêmio Kant e convoca os presentes a participarem de campanha lançada pelos Povos Indígenas

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

12 Mai 2009

 Ao som de música brasileira tocada por violonistas alemães, D. Luiz Cappio recebeu o Prêmio Kant de Cidadão do Mundo, na cidade de Freiburg, na Alemanha, no dia 9 de maio. Além de D. Cappio, o ativista judeu Jeff Halper, que se dedica a defender a paz israel-palestina e chegou a se acorrentar nas casas palestinas dos territórios ocupados, para impedir sua destruição por Israel, também foi homenageado.

No seu discurso de agradecimento proferido para cerca de 300 pessoas, D.  Luiz lembrou que o prêmio dedicado a ele, na verdade é uma homenagem feita a todos os que lutam em defesa do Rio São Francisco e defendeu a criação de um novo modelo de sociedade, o qual denominou ecossocialista. “A produção se tornando ecológica e o acesso aos bens necessários produzidos, se fazendo solidário, sob condições socialistas, é o que nos levará à superação das crises atuais”, apontou.
 
Ainda no seu discurso, D. Luiz denunciou o modelo desenvolvimentista empregado pelo governo Lula, através do PAC (Programa de Aceleramento do Crescimento), que segundo ele “desrespeita à lei, aos povos tradicionais e às instituições do Estado” e lançou a campanha “Povos indígenas em favor do Rio São Francisco e contra a Transposição”. Todos os presentes foram convocados a participarem da luta. “Lançada pelos 33 Povos Indígenas da Bacia do São Francisco afetados direta e indiretamente, a campanha exige consulta a eles e ao Congresso Nacional e respeito aos seus territórios, como manda a Constituição. Convido aos senhores e senhoras a se engajarem nesta luta através do envio de emails ao Supremo Tribunal Federal e às demais autoridades brasileiras”.

Para ler mais: