Os cristãos e os budistas frente à mordernidade

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02 Novembro 2011

Em Tóquio, durante a primeira das quatro jornadas de trabalho, recordou-se "a nossa história entre amigos, que é um caminho que se transmite de um lugar a outro, de um tempo a outro", destacou Roberto Fontolan, presidente do Centro Internacional de Comunhão e Libertação.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 28-10-2011. A tradução é do Cepat.

Uma história que começou em 1987, graças ao encontro entre Shodo Habukawa, monge da Escola Shingon e abade do mosteiro do monte Koya e dom Luigi Giussani, fundador da Comunhão e Libertação. A aproximação marcada pela compreensão das diferentes experiências humanas e religiosas fortaleceu essa história. E nesse caminho, entre outras, coisas, se inscreve também a experiência de Fosco Maranini, lembrada pelo ensaista Franco Marcoaldi.

Foi o mesmo Habukawa que definiu "a pessoa de dom Giussani como inesquecível", ele que começou a traçar um primeiro contato entre o Cristianismo e o Budismo: o respeito à natureza e o meio ambiente. Se na interpretação cristã, o homem vence a natureza como destinatário final, na "leitura" budista é "parte integral da natureza". As duas visões, num mundo que está lutando por sua conservação, estavam destinadas a aproximarem-se. Outro ponto é a piedade, entendida como compaixão descrita por Aisho Yagi, abade do Templo Myojo-in, que contou a sua experiência em Uganda, golpeada pelos conflitos étnicos e pelo flagelo da Aids.

Na relação do homem com a realidade, na sua vocação frente à realidade se encontra a raiz da responsabilidade que "alerta a tudo o que existe e acontece", sobre isto, destacou Constantino Esposito, professor da Universidade de Bari, se funda o conceito cristão da fé.

Com a intenção partilhada por cristãos e budistas de se expressarem no infinto, "talvez possamos encontrar juntos justamente na presença misteriosa" das coisas, "uma voz que nos chama. Responder a esta voz, cada um com os meios e modos de sua tradição, é nossa grande e  comum responsabilidade".