“Povo que não tem virtude acaba por ter escravos”. Comentário de Fernanda Frizzo Bragato

Foto: João Miguel Rodrigues / unsplash

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02 Março 2023

Explorar trabalho escravo já seria o bastante, não apenas para configurar crime e grave violação de direitos humanos, mas também para envergonhar e constranger o empresariado ligado ao setor vinícola. Mas, ao que parece, eles não se sentiram nem um pouco constrangidos.

O comentário é de Fernanda Frizzo Bragato, pesquisadora Produtividade em Pesquisa CNPq, possui graduação em Direito – UFRGS, mestrado e doutorado em Direito – Unisinos (com período sanduíche no Birkbeck College, da Universidade de Londres), pós-doutorado no Birkbeck College. É professora e pesquisadora do PPG em Direito da Unisinos.

Associação de classe e vereador publicamente buscaram justificar a atrocidade cometida apelando para discursos de cunho racista e classista. Fica visível em seus pronunciamentos a falsa ideia de superioridade moral e a atribuição de inferioridade a pessoas nordestinas e de baixa renda, a justificar até mesmo a escravidão. Vejam como a supremacia branca é perniciosa e imoral. Esse episódio reforça ainda mais a necessidade da alteração da estrofe do hino rio-grandense que diz: “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”, para: “POVO QUE NÃO TEM VIRTUDE ACABA POR TER ESCRAVOS”.

Foto: Mídia Ninja

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