Pasolini: os poetas nunca morrem. Artigo de Tonio Dell'Olio

Pier Paolo Pasolini | Foto: wikimedia

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

12 Novembro 2022

Os poetas nunca morrem. Mesmo aqueles que alguns gostariam de apagar permanentemente da história e da memória, extinguindo sua respiração, palavra e sombra. Mesmo aqueles que para tirá-los da história você teve que jogar pela janela do pensamento burguês e do prédio de suas tranquilizadoras hipocrisias. Hoje é o aniversário (47) do brutal assassinato de Pier Paolo Pasolini.

O comentário é de Tonio Dell'Olio, presidente da Pro Civitate Christiana, publicado por Mosaico di Pace, 02-11-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

Desde aquela noite o mundo ficou mais pobre. Aliás, é mendigo de um pensamento contra o vento, de uma palavra que não seja abusada e estuprada, de um pensamento dado como certo. Pois bem, Pasolini é exatamente o contrário de pensamento dado como certo. Que em italiano expressa um duplo sentido: nunca de baixo custo e novo, nunca já visto, ouvido, avaliado.

Ele adorava surpreender e enganar as convenções, aquele poeta. Mas também com as imagens de um filme, com um texto teatral, com um editorial. Nunca apenas palavras. Por isso os poetas nunca morrem. Estão num paraíso particular. Arrastados por carros alegóricos de versos e danças. Com os olhos atentos e a voz em festa. Com o afã alegre de quem cruza a linha de chegada e a esperança atada na alma por um mundo melhor. Os versos dos poetas não estão nos livros, estão no vento. Os poetas nunca morrem.

Leia mais