Terreiro de Brasília recebe solidariedade no Dia do Ubuntu

Tenda de Mina Jeje Cabocla Mariana. (Foto: Reprodução | Conic)

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04 Outubro 2022

 

A convite do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), religiosos e religiosas, representantes de entidades, abraçaram em Brasília, no Dia do Ubuntu, 17 de setembro, a Tenda de Mina Jeje Cabocla Mariana, liderada pela Mãe Leila de Obá. A casa de culto teve que se mudar de seu antigo endereço por causa da intolerância religiosa. Hoje, ela está num local improvisado, que carece de estrutura para as atividades da Tenda.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

“Nosso objetivo, com esse abraço, foi não só dizer que somos empáticos aos nossos irmãos e irmãs de terreiro, mas também fazer algo concreto... fazer alguma mobilização para que Mãe Leila e seus filhos consigam um local mais adequado e estrutura para seguirem tocando seus trabalhos”, explicou a secretária-geral do Conic, pastora luterana Romi Bencke.

 

Abraçaram a tenda representantes do Fórum Ecumênico ACT-Brasil, da Associação Brasileira de ONGs (Abong), da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político; do coletivo Espiritualidade em Ação, da Comunidade Bahaí; da Iniciativa das Religiões Unidas; CEBI-DF; do Instituto pelo Diálogo Intercultural; do Conselho Indigenista Missionário; do Comitê de Diversidade Religiosa; do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira; da Aliança de Negros e Negras Evangélicos do Brasil; Ilê Axé Oya Bagan, da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde.

 

“Esse tipo de ação – disse a pastora Romi – é a melhor forma que temos de contrapor o ódio, a intolerância e o racismo religioso, pois afirmamos o diálogo no lugar do ódio”. Mãe Leila ficou feliz com a visita. “Na verdade, todos ficamos imensamente felizes e agradecidos por tudo o que aconteceu. Esse tipo de coisa faz a gente acreditar que ainda é possível haver um mundo melhor”, frisou.

 

Ubuntu expressa generosidade, solidariedade, compaixão. A filosofia Ubuntu destaca que não é possível ser uma pessoa plenamente humana sozinha, mas que ela é através do, pelo outro.

 

 

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