O Papa Francisco vai aguentar?

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20 Abril 2022

 

Com a inúmeras viagens planejadas para as próximas semanas e meses, a saúde do Papa Francisco é assunto de crescente preocupação em Roma.

 

A reportagem é de Loup Besmond de Senneville, publicada por La Croix International, 19-04-2022. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

Líbano, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Canadá, Cazaquistão...

Uma lista vertiginosa de países, especialmente quando se considera que todos esses são lugares onde o Papa Francisco está oficialmente programado para visitar nas próximas semanas e meses.

O Vaticano anunciou ou confirmou recentemente que o papa fará viagens a todos esses lugares entre meados de junho e final de julho – com exceção do Cazaquistão, que está previsto para setembro.

“Honestamente, não sei como ele vai fazer isso”, diz um de seus assessores.

Mas como ele vai aguentar?”, pergunta outro com mais franqueza, lembrando que estes destinos ficam a várias horas de avião, e que a etapa africana, no início de julho, significará necessariamente temperaturas muito altas.

Todos no Vaticano estão refletindo sobre as imagens da mais recente visita papal ao exterior – uma viagem de fim de semana a Malta no início de abril – e expressaram certo grau de preocupação com a dificuldade de Francisco se locomover.

Todos sabem que uma dor aguda no joelho levou o papa a instalar uma escada elétrica para descer até a Gruta de São Paulo, bem como uma passarela especial para entrar no avião sem ter que subir degraus.

A saúde dos papas, especialmente quando eles têm 85 anos como Francisco, é assunto de constante comentário no Vaticano.

Os corredores fervilham de rumores, que são mais ou menos benevolentes, embora a maioria das pessoas não saiba realmente do que está falando.

Mas o fato é que essa aceleração da atividade no calendário do papa é vista por muitos como um sinal claro do desejo de Francisco de não deixar sua agenda ser ditada por seus médicos, nem deixar que as dúvidas de sua equipe o atinjam.

E continuar “sendo papa”, como ele mesmo diz, o quanto puder.

 

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