Nicarágua. Igreja pede eleições livres

Fonte: Openclipart

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

09 Julho 2021

 

A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Manágua pediu “a imediata restituição” dos “direitos civis” dos “injustamente detidos”, e defendeu a realização de eleições livres em novembro, nas quais o mandatário Daniel Ortega, no poder desde 2007, buscará a sua reeleição para mais cinco anos.

A reportagem é publicada por El Caribe, 08-07-2021. A tradução é do Cepat.

“Como cristãos, defendemos o respeito à vontade dos cidadãos expressa em eleições livres, pelo respeito aos direitos humanos de todos os nicaraguenses, dos injustamente detidos, e pela imediata restituição de seus direitos civis”, destacou em uma declaração a Arquidiocese de Manágua, dirigida pelo cardeal nicaraguense Leopoldo Brenes.

Em uma mensagem dirigida “ao Povo Santo de Deus e pessoas de boa vontade” e no marco da prisão de seis aspirantes da oposição à presidência, a Arquidiocese de Manágua apontou que, diante do panorama eleitoral, “devemos exigir com os meios disponíveis o respeito ao voto do povo para que as eleições sejam credíveis, justas e transparentes”.

Além disso, a Arquidiocese de Manágua alertou que a atual crise política eleitoral está deixando um novo êxodo de nicaraguenses, principalmente jovens.

“Com tristeza constatamos novamente a migração de nicaraguenses, em sua grande maioria jovens, por perseguições políticas”, manifestou a Arquidiocese, sem oferecer números.

Um total de 103.600 nicaraguenses tinham ido para o exílio, até março de 2020, por causa das manifestações contra o Governo do presidente Ortega, que dispararam em abril de 2018, segundo dados da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

A Costa Rica abriga mais de 85.000 solicitantes de asilo ou refúgio de nicaraguenses que fugiram da violência e a perseguição política no marco das manifestações, segundo os dados da ACNUR.

“Hoje, a Nicarágua não tem apenas medo, tem temor, angústia e sofrimento. Quantos nicaraguenses pensam que entramos em um túnel, em uma noite de obscuridade! Quanto medo na noite!”, acrescenta a instituição.

Por outro lado, a Arquidiocese nicaraguense avaliou como positivo que, em meio à crise política, esteja havendo resistência à tentação de cair na violência. “Diante desta realidade, o cristão atua confiante no Senhor, praticando a caridade, a justiça, resistindo à tentação de cair na violência, elevando constantemente sua oração, para que nos ilumine o sol que nasce do alto e dissipe toda treva e sombra de morte”, continuou.

 

Leia mais