Lições de economia na pandemia. Papa Francisco reduz salários do alto escalão da Cúria

Foto: Vatican News

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26 Março 2021

 

"É possível prever uma solidariedade de remuneração em conformidade com os princípios da progressividade e da proporcionalidade também sancionados pela mais bela Constituição do mundo", escreve Tonio Dell'Olio, padre, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em comentário publicado por Mosaico di Pace, 25-03-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Eis o comentário.

 

Poderia ser um exemplo a imitar? No Vaticano, desde ontem, os cardeais viram seu salário reduzido em 10%, os demais superiores sofrerão uma redução de 8%. Clérigos e religiosos dependentes, 3%. Todos, exceto para os níveis mais baixos, terão progressão de carreira bloqueada.

Isso foi decidido pelo Papa Francisco com um motu proprio emitido ontem sobre a contenção de despesas com o pessoal da Santa Sé, do Governatorato e de outros órgãos relacionados. Não me parece um sacrifício insustentável, não é um escândalo e simplesmente indica um caminho perfeitamente viável. Ou seja, é possível prever uma solidariedade de remuneração em conformidade com os princípios da progressividade e da proporcionalidade também sancionados pela mais bela Constituição do mundo.

A crise atinge alguns setores e não outros. Aqueles que recebem o mesmo salário de antes do início da pandemia certamente não são afetados pela crise econômica. Certamente, existem alguns setores que continuaram a vender como antes e ainda outros que viram seus negócios aumentarem devido à pandemia.

Ninguém quer ensinar economia aos especialistas do governo técnico-político, mas o bom senso e a solidariedade sugeririam retirar progressiva e proporcionalmente pelo menos daqueles que chegaram, inclusive, até a ser favorecidos pela pandemia, para redistribuir para aqueles que foram fortemente penalizados. Elementar, primeiro-ministro Draghi.

 

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