Conflito armado no norte da Etiópia provoca fuga em massa rumo ao Sudão

Foto: Hazim Elhag | ACNUR

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24 Novembro 2020

A cada dia, uma média de 4 mil pessoas – homens, mulheres e crianças – deixam a região de Tigray, norte da Etiópia, e se refugiam no Sudão, segundo levantamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Elas fogem do conflito armado instalado na região desde 4 de novembro. 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Na data, o primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed lançou ofensiva militar contra a região de Tigray por causa de uma suposta tomada de controle de base do exército na capital, Mekell, pela Frente de Libertação Nacional do Povo Tigray (TPLF), relata o repórter independente Fredrick Nzwili. O líder da Frente, Debretsion Gebremichael, afirmou que vai defender a região. Massacre de civis foi relatado em Mai-Kadra, no sudoeste de Tigray

Mapa da Etiópia, com destaque para a região de Tigray (Foto: YWCA of Greater Portland)

“É muito desanimador que os líderes tenham descartado qualquer possibilidade de negociação de paz, mas acho que isso não possa ser resolvido por meio militares”, declarou o secretário-geral de Toda Conferência Africana de Igrejas, o pastor luterano Dr. Fidon Mwombeki

O arcebispo católico de Adis Abeba, cardeal Berhaneyesus Souraphiel, lamentou, em 7 de novembro, que a tentativa de líderes religiosos de trazer para a mesa de negociações as partes em conflito não tenham sido bem-sucedidas. 

O Conselho Inter-Religioso da Etiópia, organismo que agrupa cristãos e muçulmanos, condenou a morte de pessoas inocentes, vítimas do conflito armado instalado no norte do país. A guerra “é a pior opção a que recorrer, por causa do custo humano e econômico, especialmente quando dois irmãos estão lutando, ninguém sai vencedor”, proclamou a entidade um dia após o início do conflito

Agências internacionais temem que a região de Tigray esteja passando por uma crise humanitária, enquanto milhares de refugiados buscam segurança no leste do Sudão. Só nos pontos de fronteira de Hamdayet, no Estado de Kassal, Luidgi, no Estado de Gedareg, e em Aderati, mais de 27 mil etíopes deixaram o país rumo ao Sudão.

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