O Povo de Deus diante dos escândalos da Igreja: o novo livro do “decano” dos vaticanistas

Vaticano. | Foto: Pixabay

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19 Outubro 2020

“Primeiro o Vatileaks, depois os padres pedófilos e agora os escândalos financeiros. Será que a hierarquia eclesiástica se dá conta das gravíssimas consequências que esses fatos têm sobre os fiéis, em particular sobre as pessoas de fé mais frágil?”

São muito duras as palavras proferidas por Gian Franco Svidercoschi, ex-vice-diretor do L’Osservatore Romano ao apresentar o seu último livro, “Un Concilio e sei Papi. Vi racconto sessant’anni di Chiesa” [Um Concílio e seis papas. Conto-lhes 60 anos de Igreja], pela EDB (agora em e-book e, a partir de janeiro, em formato impresso).

A nota é de Il Sismografo, 16-10-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Svidercoschi falou dos muitos fiéis leigos profundamente indignados, também porque foram obrigados a “ficar ali, mudos, impotentes, diante de um sistema fechado, autorreferencial, gerido, pelo menos em certos setores, por uma classe clerical que nunca deixou de se sentir e de se comportar como uma casta, considerando-se a única intermediária entre Deus e as pessoas”.

E foi precisamente à classe clerical que o ex-vice-diretor do L’Osservatore Romano – repassando a história da Igreja dos últimos 60 anos – atribuiu a maior responsabilidade pelo fracasso na realização do Concílio Vaticano II. Uma “revolução inacabada”, não só pelos contrastes entre conservadores e progressistas, não só pelas resistências internas e pelos obstáculos externos, mas sobretudo porque as novidades conciliares, exceto a reforma litúrgica, nunca foram realmente contadas nem explicadas ao povo de Deus e, portanto, nunca foram concretamente traduzidas na realidade eclesial.

O resultado foi o fracasso da participação do laicato – com toda a sua força motriz, com toda a sua carga de carismas – na implementação do Vaticano II.

Então, perguntou-se Svidercoschi, será que não chegou a hora de o povo de Deus, formado em sua grande maioria por leigos, fazer ouvir a sua “voz” pela chamada Igreja hierárquica?

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