''A deslegitimação de Bergoglio não tem precedentes'', afirma Enzo Bianchi, monge italiano

Foto: L'Osservatore Romano

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26 Agosto 2017

“O Papa Francisco abriu um clima de maior liberdade na Igreja. Aplacaram-se alguns medos, diversas inibições, aquele mesmo clima que Paulo VI tinha pedido e desejado.” A convicção é de Enzo Bianchi, fundador da comunidade monástica de Bose, que falou nessa quinta-feira, 24, no 75º curso de estudos cristãos promovido pela Pro Civitate Christiana, em Assis, sobre o tema “Demos futuro à virada profética de Francisco”.

A reportagem é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 25-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Sobre as críticas ao Papa Bergoglio, Bianchi admitiu: “Existem alguns grupos na Igreja que não se limitam a uma crítica respeitosa, mas mantêm uma atitude de contraposição e de contestação não ao papa, mas à pessoa de Bergoglio, que destrói a comunhão e a própria Igreja. Essa deslegitimação não tem precedentes na história da Igreja dos últimos séculos”.

“O Papa Francisco tem um estilo capaz de mudar a simbologia do papado – observou Bianchi – e quer iniciar o processo de reforma, como ele mesmo admitiu. Ele é capaz de se humilhar pela unidade da Igreja e irá aonde os outros lhe pedirem.”

De acordo com o ex-prior de Bose, “deve-se notar o esforço do Papa Francisco de levar a cumprimento o Concílio Vaticano II e a vontade de instaurar uma cultura do diálogo, um exercício da escuta e abrir a uma conversa que leve ao debate e que não busque humilhar e deslegitimar o adversário. O Papa Francisco manifesta uma urgência nunca sentida: incluir homens e mulheres, e não excluir ninguém dos caminhos da Igreja”.

Para o fundador de Bose, “o que o Papa Francisco nos pede é um caminho de conversão. Mas nós somos capazes de realizar essa conversão?”.

Por fim, Enzo Bianchi ousou uma previsão: “Se o Papa Francisco buscar os caminhos do Evangelho, encontrará a rejeição das forças anticristãs prontas para combatê-lo”.

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