O WhatsApp e o conflito nação-redes sociais

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Mai 2016

É antipático, eu sei. Mas a sanção aplicada no WhatsApp por um juiz do interior de Sergipe é significativa de um embate muito maior que será cada vez mais presente: o poder globalizado das redes sociais versus o poder nacional.

O comentário é de Luis Nassif, jornalista, publicado por Jornal GGN, 03-05-2016.

Não se trata de tema menor, mas fundamental na atual quadra da globalização. Em muitos casos, as redes sociais exercem um papel virtuoso, abrindo espaço para as demandas sociais e para a pluralidade de opiniões. Mas sua colocação como poder supranacional é perigosa. Tratam-se de grupos privados, com interesses comerciais e com lógica de empresa privada similar, mas muito maior, do que os grupos de mídia.

Essas redes têm o controle do mais importante ativo nacional: o mercado de opiniões. Através de simples expedientes técnicos - como o de definir as formas como as notícias entram nas pesquisas -, podem direcionar as opiniões para onde quiser. Têm poder total de veto sobre as opiniões de seus usuários. Subordinam-se unicamente aos seus países de origem, sendo instrumentos óbvios de parceria das estratégias geopolíticas nacionais.

É muito poder, para viver em um mundo sem regulação.

Por outro lado, as redes sociais, no estágio atual, representam a liberdade de expressão para muitos países submetidos a ditaduras de Estado ou de cartel de mídia.

Chegará o tempo em que as organizações multilaterais definirão regras de conduta para esses grandes grupos. A atitude do juiz Marcel Montalvão antecipa o primado do poder nacional sobre essas organizações, em um caso que envolvia tráfico interestadual de drogas.

O problema é se o precedente for utilizado para tentativas de Estado de atacar a liberdade de expressão ou a privacidade dos usuários.