Dogen. Mônica Hortegas na oração inter-religiosa desta semana

Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • EUA, uma equipe inter-racial e mestiça, entram em campo em um estádio que teme as batidas de imigração de Trump

    LER MAIS
  • Ser Papa em tempos de “anticristos”. Artigo de Leonardo Boff

    LER MAIS
  • Em um contexto de crescente deslocamento forçado, a reflexão inspirada em Hannah Arendt destaca que a dignidade humana depende do pertencimento a uma comunidade política e do acesso efetivo ao “direito a ter direitos”

    Um olhar sobre os apátridas, refugiados e migrantes. Entrevista especial com Maria Cristina Müller

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

11 Outubro 2019

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora - MG.

Dogen

A mente e o corpo
de Dōgen caíram
e continuam caindo
no vazio eterno.
É uma beleza
vê-lo todos os dias
com suas vestes ocres balançando
nesse voo eterno
sem planagem.
Dizem que às vezes uma gaivota
o acompanha
ou uma estrela cadente.
Dizem que quando passa
crianças acenam e sorriem.
Não é delas o reino dos céus?

Fonte: Mônica Hortegas. Introduções para o poeta zen. Belo Horizonte: Vienas Abiertas, 2019


Mônica Hortegas | Arquivo pessoal

Mônica Hortegas é poeta, psicóloga e atualmente faz o doutorado em ciência da religião na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde estuda o self em um poema chinês do século XII, chamado O Boi e o Pastor. Publicou dois livros de poemas: Passeio de Barco (2011) e Aldravia (2017). Publicou também o livro: Mandalas, o impacto das tradições religiosas na obra de C.G. Jung (Fonte Editorial, 2016).