Coro da Capela Sistina, nenhum desvio e nenhuma "fuga" para o exterior

Foto: Vatican Media

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05 Julho 2018

O Coro da Capela Musical Pontifícia Sistina, o coro do Papa dirigido por monsenhor Massimo Palombella, teria sido "atingido” por um escândalo financeiro e seu diretor Michelangelo Nardella teria fugido com a família para os Estados Unidos por causa de desvios: "suspeita-se de significativos desvios e má gestão econômica. Mas há mais: na investigação teriam inclusive surgido suspeitas que algumas assinaturas atribuídas à cúpula da Secretaria de Estado presentes na documentação contábil do coro seriam falsas". Assim ontem foi noticiado por um jornal italiano na web. As (alegadas) notícias deram a volta ao mundo, sendo repercutidas por agências e sites inclusive católicos. Mas não houve fuga e nenhuma investigação por desvios.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 04-07-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Michelangelo Nardella, com sua esposa e filhas estão nos Estados Unidos, em Boston, para uma visita de estudo dos filhos em um campus, planejada há meses. A esposa do diretor administrativo do Coro da Sistina, ao terminar de ler o artigo, passou mal.

O que há de verdade? Apenas a abertura (a abertura, não a conclusão) de um procedimento administrativo (não criminal ou civil) contra Nardella por um erro cometido por ele. Esse erro não tem nada a ver com contratos, gestão de fundos, contabilidade ou a turnê cancelada do Coro nos Estados Unidos, que estava programada de 01 a 26 de julho de 2018 e foi suspensa por uma escolha dos organizadores norte-americanos e seus patrocinadores, que decidiram rescindir o contrato.

Qual é então o erro em questão, isto é, o objeto do processo administrativo aberto contra Nardella? É um procedimento que prevê - no momento somente como solicitação – a suspensão do trabalho por duas semanas sem remuneração: já o reduzido teor da pena deixa claro que não estamos diante de peculato, falsificação contábil, roubo, etc. O que se contesta a Nardella é ter encaminhado a uma convenção uma mensagem com a assinatura do Papa utilizando um antigo (e autêntico) texto de Francisco para uma ocasião similar e sem a necessária autorização da Secretaria de Estado. Uma falta de cuidado - se provada - mas nada de estrondoso ou avassalador para o Coro da Capela Sistina.

Outra coisa são os maus humores sobre a gestão do coro, as divergências entre a velha e a nova guarda, a incompreensões e as pequenas batalhas internas.

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