Os Legionários de Cristo nos Paradise Papers

Foto: Regnum Christi

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07 Novembro 2017

Diversas figuras importantes do poder no México usam ou usaram paraísos fiscais em várias partes do mundo como uma plataforma operacional para aumentar os seus lucros. Entre estas figuras encontram-se o empresário Carlos Slim ou destacados membros dos Legionários de Cristo, a ordem fundada pelo sacerdote pedófilo Marcial Maciel.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 06-11-2017. A tradução é de André Langer.

De acordo com o que publicou na segunda-feira a revista mexicana Proceso, os documentos vazados mostram que a Appleby – a empresa legal no centro dos chamados Paradise Papers – "tem dois tipos de clientes: o primeiro, em geral composto por particulares, busca em seus serviços offshore a falta de transparência e a garantia de anonimato das jurisdições secretas, com o objetivo de esconder parte do seu dinheiro ou de seus negócios".

"O segundo tipo de cliente, composto principalmente por empresas e corporações, não pretende agir nas sombras: incorpora entidades de papel em paraísos fiscais para tirar proveito das taxas de cobrança quase zero, como parte de complexas estruturas de engenharia fiscal projetadas por empresas de advogados fiscalistas. Este é o caso, por exemplo, da (empresa de Slim) América Móvil", diz a revista.

Em ambas as circunstâncias, a incorporação de estruturas offshore é uma prática legal, desde que o dinheiro tenha uma origem lícita e os beneficiários declarem isso junto às autoridades fiscais.

"Algumas das empresas e personalidades mais ricas do país, quer sejam financistas, magnatas, empreiteiros da Pemex e inclusive destacados membros dos Legionários de Cristo – a congregação católica fundada pelo polêmico sacerdote Marcial Maciel Degollado – encontraram na Appleby um aliado para incorporar estruturas offshore e maximizar seus lucros em paraísos fiscais", destaca a revista Proceso.

E a revista destaca em particular dois destinos: Malta – onde têm sociedades "pelo menos 62 cidadãos mexicanos", incluindo magnatas, empresários, figuras vinculadas a políticos e até jogadores de futebol – e Barbados, país com o qual o México não possui um Acordo de Intercâmbio de Informação Tributária.

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