Ensino Religioso em Escola Pública. "A decisão é um retrocesso e é obscurantista", afirma bispo

Foto: Jon Robson | Flickr CC

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29 Setembro 2017

"O desacreditado STF cedeu ao lobby católico", constata Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte e Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-Minas em texto postado no Facebook, 28-09-2017.

Eis o texto.

Ensino Religioso (ER) em escola pública só pode ser ensino da religiosidade, da dimensão religiosa, das atitudes e valores condizentes com a religião.

O problema é a confessionalidade, na escola pública, com recursos públicos e a possibilidade certa de hegemonia da Igreja Católica, agora, e depois das Igrejas Pentecostais.

A tradição do ER no Brasil, com exceção de alguns lugares e dioceses muito reacionárias e conservadoras é o ER não confessional. O desacreditado STF cedeu ao lobby católico. Os melhores pensadores do ER em escola pública no Brasil não aceitam a confessionalidade e isso, por imposição autoritária de alguns, não foi respeitado.

A decisão é um retrocesso e é obscurantista.

Mas... sigamos. Trabalharei muito para praticar o ER não confessional, trabalhando com os professores.

A confessionalidade da religião é objeto da catequese, na comunidade de fé, na família e, com as devidas adaptações, na escola confessional.

Cada um em seu lugar e todos conversando com todos, escola, família, comunidade, sociedade.

O ER, processo de educação da religiosidade, cumpre uma tarefa e a Catequese, processo de educação da fé, cumpre outra tarefa. Ambas dialogam e se entendem muito bem.

Simples assim!

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