Para especialistas, problemas em escolas levam a mais desigualdade

Mais Lidos

  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Horas antes do cisma ser finalizado, Pagliarani responde ao Papa: "Não somos cismáticos, somos o remédio de que a Igreja precisa"

    LER MAIS
  • Fraternidade Sacerdotal São Pio X e o tradicionalismo católico de 1988 até hoje. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

13 Junho 2017

A pesquisa conduzida pela Fundação Lemann indica que os problemas apontados no estudo também podem contribuir para a manutenção da desigualdade nas comunidades escolares mais carentes. Especialistas da área de educação corroboram a avaliação.

A reportagem é de Isabela Palhares e Luiz Fernando Toledo, publicada por O Estado de S. Paulo, 12-06-2017.

“Esses dados mostram que quanto menor o nível socioeconômico da escola, mais há um processo de ‘evitação’ das escolas pelos educadores”, diz o coordenador de desenvolvimento e pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Antonio Augusto Gomes Batista. Para ele, não se trata de preconceito. “Há muitas dificuldades nessas escolas. Elas ficam em regiões vulneráveis, mais afastadas do centro, em lugares que não têm equipamentos públicos e onde faltam saúde, segurança e cultura.”

Outro problema, aponta, é a grande quantidade de alunos de nível socioeconômico mais baixo, diferentemente de outras escolas que têm mais heterogeneidade no perfil de alunos. “Há um efeito de pares. Um conjunto de pessoas parecidas em um grupo acaba influenciando o conjunto e fica mais difícil para a escola transmitir os seus valores.”

Para o pesquisador e gerente de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Faria, é necessário pensar em políticas que redirecionem mais recursos para essas escolas de baixa renda. “O que existe hoje são programas que garantem o mínimo, mas não um recurso e apoio a mais do que outras escolas”, diz ele. “Muitas vezes essas escolas que atendem o aluno de baixa renda não conseguem articular nem as demandas mais básicas.” Faria aponta ainda a necessidade de políticas de estímulo para que professores com melhor formação escolham escolas com maiores dificuldades, como acontece na Bélgica e na Finlândia.

Leia mais