Alta no consumo de drogas sintéticas é sem precendentes, diz ONU

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

22 Mai 2014

Drogas sintéticas, como as metanfetaminas, estão passando por uma "expansão global sem precedentes", alertou a ONU.

Cerca de 350 novas substâncias psicoactivas foram identificadas, informou o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

A reportagem foi publicada pela BBC Brasil, 20-05-2014.

Novas rotas de distribuição de metanfetaminas e centros de produção no oeste da África e no Irã também foram localizadas e, segundo o , os serviços de emergência estão tendo dificuldades em tratar usuários de drogas.

A ONU alertou que as novas substâncias ganharam popularidade e já não estão restritas a nichos de mercado. Essas drogas não estão sob qualquer forma de controle internacional e muitas vezes são compradas e vendidas online, podendo ser tão perigosas quanto as drogas mais comuns.

Muitas delas são projetadas para imitar os efeitos de outras drogas, como maconha e ecstasy.

Mais usadas

O relatório diz que maconha e cocaína seguem sendo as drogas mais usadas na América do Sul, mas apontou para a "emergência de um mercado de ecstasy" na região, sendo que o Brasil foi o país com a maior quantidade de apreensão da droga.

O número de tipos de canabinóides sintéticos aumentou de cerca de 60 em meados de 2012 para 110 no ano passado.

Apesar do aumento no número de diferentes drogas sintéticas e advertências sobre seus perigos, nenhuma substância psicoativa foi adicionada a uma lista de substâncias controladas internacionalmente desde 2009.

O relatório destacou que é muito cedo para dizer se os esforços individuais de países para proibir algumas substâncias levou a um declínio no uso a longo prazo das drogas.

O texto também alertou que muitos usuários compram novas drogas psicoativas acreditando que elas são substâncias mais comuns, como o ecstasy.

Os usuários também estão misturando diferentes tipos de drogas, tornando mais difícil a adoção de um tratamento correto para conter o vício.