Igreja boliviana condena o uso da violência contra indígenas

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Por: Jonas | 25 Agosto 2015

A Arquidiocese de Santa Cruz, Bolívia, divulgou sua desaprovação ao uso de métodos violentos para solucionar o conflito com os indígenas de Tacobo Mora, que foram vítimas de uma violenta repressão policial. No comunicado, de 19 de agosto, o diretor de imprensa da arquidiocese, Erwin Bazán, pede a todos os envolvidos para “manter um espírito mútuo e sensatez em qualquer ocasião”, recordando o pedido do papa Francisco para se “construir pontes ao invés de levantar muros”.

A informação é publicada pela Agência Informativa Católica Argentina (Aica), 21-08-2015. A tradução é do Cepat.

Ao mesmo tempo, pronunciou-se sobre a greve de fome dos privados de liberdade de Palmasola, afirmando que compartilham o pedido de solucionar os problemas de precariedade em que vivem os privados de liberdade.

“O uso excessivo da força não se justifica sob nenhuma razão, menos ainda quando é possível encontrar soluções pacíficas através do diálogo que reconheça os direitos de participação dos indivíduos e das minorias”, destaca o comunicado da arquidiocese.

“Todos os temas, acrescenta o texto, por mais espinhosos que sejam, possuem soluções compartilhadas, possuem soluções razoáveis, equitativas e duradouras. E, em qualquer caso, nunca devem ser motivo de agressividade, rancor ou inimizade que agravem mais a situação e tornem mais difícil sua resolução”.

Pela dignidade dos presos

No comunicado, a Igreja em Santa Cruz manifesta sua preocupação com a greve de fome iniciada pelo presos de Palmasola que pedem melhorias em condições de vida muito precárias e até desumanas.

“Hoje, como antes, aponta o comunicado, compartilhamos o pedido de dar passos significativos para solucionar os problemas de superlotação, demora da justiça, falta de terapias ocupacionais e de políticas de reabilitação, violência, ausência de facilidades de estudos universitários, etc., direitos inerentes à dignidade de toda pessoa humana” e, finalmente, pedem, - a partir das palavras do papa Francisco - às autoridades e servidores, que “possuem uma importante tarefa neste processo de reinserção”, para que cumpram um serviço no âmbito penitenciário. Possuem a “tarefa de levantar e não rebaixar; de dignificar e não humilhar; de animar e não afligir. Este processo que exige o abandono de uma lógica de bons e maus para passar a uma lógica centrada em ajudar a pessoa”.