Após acordo que impedia despejos expirar, Tsipras diz que inquilinos não correm risco

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27 Julho 2015

Entre pacote de medidas que serão votadas hoje no Parlamento está a facilitação dos leilões de imóveis embargados por instituições financeiras.

A reportagem foi publicada pelo sítio Opera Mundi, 22/07/2015.

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, afirmou nesta quarta-feira (22/07) que a proteção a cidadãos mais desfavorecidos para que não percam a primeira casa está garantida. A afirmação veio depois de a moratória de despejos, combinada com os bancos, ter expirado em junho. O premiê fez o anúncio ao fim de uma reunião com a presidente da União de Bancos gregos, Luka Katseli.

Ainda hoje, o Parlamento grego votará um projeto de lei sobre o segundo pacote de reformas estipulado pela zona do euro, como condição para um terceiro programa de resgate ao país. Entre as medidas, está a facilitação dos leilões de imóveis embargados pelos bancos. O ponto mais controverso da questão é que a negociação começará a partir do valor da propriedade no momento do embargo e não a avaliação feita pelo governo para o cálculo de impostos.

Tsipras afirmou, no entanto, que as instituições financeiras “não têm intenção” de aproveitar o vazio legal existente para executar despejos de inquilinos e afirmou que fará "tudo o que for possível" para proteger os mais frágeis.

Katseli, por sua vez, se comprometeu a aplicar o marco jurídico que estabelecia a moratória até o final do ano. Ela disse também que está à espera de uma nova lei que regule e proteja a habitação.

"O que importa agora é voltar à normalidade do sistema, mas também garantir a capacidade de evitar qualquer movimento que afete nossos cidadãos mais vulneráveis", afirmou Tsipras na reunião.

Panos Kammenos, líder do partido que forma a coalizão do governo, o nacionalista de direita Gregos Independentes, afirmou que "não existe o risco" de perder a primeira residência. "Não vamos permitir que nenhum grego fique sem casa", ressaltou.

Sistema financeiro

A presidente da União de Bancos disse estar otimista após entidades terem aberto na última segunda (20/07), após mais de 20 dias fechadas, e disse que agora é momento de "olhar para frente".

"Queremos que todo o sistema financeiro entre em uma fase de regularidade e normalidade tão breve quanto possível para poder suspender as limitações em relação aos saques e ao fluxo de capital", acrescentou Katseli.