Fórum de biodiversidade discute mudanças climáticas e mercado de carbono na Amazônia

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Fevereiro 2015

A não integração da Amazônia no mercado de créditos de carbono é prioridade na agenda mundial de mudanças climáticas

Os participantes concluíram que com a venda de crédito de carbono, a floresta amazônica será mercantilizada.

A reportagem é de Luana Carvalho, publicada pelo jornal A Crítica, 30-01-2015.

As mudanças climáticas e direitos humanos foram discutidos em plenária durante encerramento do Fórum Social Mundial de Biodiversidade, nesta sexta-feira (30) no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques. Para pesquisadores e ambientalistas que participaram da mesa, não integrar a Amazônia no mercado de créditos de carbono é prioridade na agenda mundial de mudanças climáticas.

“Ficou claro que a sociedade civil não quer agregar valor financeiro à floresta. Esta foi uma das diretrizes mais importantes para o Governo, uma vez que os participantes da plenária demonstraram que não estão dispostos a fazer negociação de crédito de carbono”, comentou a titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (SDS), Kamila Amaral.

Os participantes concluíram que com a venda de crédito de carbono, a floresta amazônica será mercantilizada. “A sociedade civil concorda que o estado deve proteger especialmente as populações tradicionais e povos indígenas, para que não corra o risco de realizar a venda de crédito de carbono”, complementou Amaral.

Comprar créditos de carbono no mercado seria o mesmo que comprar uma permissão para emitir gases de efeito estufa (GEE). O preço dessa permissão, negociado no mercado, deve ser necessariamente inferior ao da multa que o emissor deveria pagar ao poder público, por emitir GEE. Para o emissor, portanto, comprar créditos de carbono no mercado significa, na prática, obter um desconto sobre a multa devida.