FARC e governo colombiano concordam em estender prazo para finalizar acordo de paz

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14 Março 2016

O negociador de paz das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Joaquín Gómez, anunciou nesta quinta-feira (10/03) que o grupo deseja acertar um novo prazo com o governo colombiano para além da data-limite previamente estabelecida em 23 de março para firmar o acordo de paz que se encontra em negociação. Também o presidente do país, Juan Manuel Santos, havia declarado ontem que não firmaria “um mau acordo” apenas para cumprir o prazo.

A reportagem foi publicada por OperaMundi, 10-03-2016.

“Acreditamos que o presidente Santos agiu com objetividade e estamos de acordo com o que foi dito por ele, e pensamos que sim, depois do dia 23 [de março] pode haver um acordo”, disse Gómez em pronunciamento à imprensa. “Estamos de acordo que acertemos de modo consensual outro prazo”.

A declaração de Gómez foi feita em Havana, capital cubana, sede das negociações desde 2015. Segundo ele, “não há condições” de se finalizar o acordo em março. A data-limite, 23 de março, havia sido estabelecida em setembro do ano passado.

“Depois de tanto esforço, depois de tanto tempo, se não chegarmos a um bom acordo no dia 23, digo à outra parte ‘estipulemos outro prazo’, porque não vou cumprir uma data com um mau acordo”, declarou Santos na quarta-feira.

Há seis meses, o governo colombiano anunciou a ida de Santos a Cuba, onde se reuniu com o presidente de Cuba, Raúl Castro, e o líder das FARC, Timoleón Jiménez, conhecido como Timochenko. Desde então, representantes das duas partes negociam um acordo de paz para pôr fim ao conflito armado que já dura pelo menos três décadas na Colômbia.

Violência permanece

Segundo um relatório da organização humanitária CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) divulgado nesta quinta-feira (10/03), os níveis da violência na Colômbia permaneceram os mesmos em 2015, apesar das negociações de paz entre as FARC, principal grupo guerrilheiro do país, e o governo.

Segundo o Comitê, ameaças de morte, desaparecimentos e violência sexual foram as principais denúncias registradas entre as 812 possíveis violações de direitos humanos em 2015 na Colômbia. Cerca de 19 mil pessoas teriam sido vítimas dessas violações. O CICV ainda declarou que muitos colombianos não visualizam os avanços dos diálogos entre a FARC e o governo e que, mesmo com o acordo, haverá “muito a se fazer para aliviar o sofrimento das vítimas” do conflito, incluindo buscas por 79 mil pessoas que atualmente são consideradas como desaparecidas.