“Inaceitável”. O documento base do Sínodo “compromete a verdade”

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Por: André | 30 Setembro 2015

Às vésperas da assembleia, três teólogos, com o apoio de cardeais e bispos, criticam e rejeitam o Instrumentum laboris.

A reportagem é de Sandro Magister e publicada por Chiesa.it, 29-09-2015. A tradução é de André Langer.

O texto que foi publicado soma-se aos numerosos pronunciamentos, de diversas orientações, sobre os temas da família, do matrimônio, do divórcio e da homossexualidade. Essas tomadas de posição acontecem com crescente intensidade à medida que se aproxima o início do Sínodo.

Este texto é apresentado como uma obra coletiva. Não apenas porque são três os autores que assinam o texto, mas, sobretudo, porque este nasceu e cresceu, no arco de quase um ano, por iniciativa e com a contribuição de muitos outros católicos, padres e leigos, de diversos países da Europa, e com a atenção e o apoio de bispos e cardeais, alguns dos quais serão padres conciliares.

O texto tem por objeto os parágrafos mais controversos da Relatio final do Sínodo de 2014, que depois confluíram nos Lineamenta e no Instrumentum laboris, referidos à comunhão aos divorciados recasados, a chamada “comunhão espiritual” e aos homossexuais.

Na opinião dos autores do texto, estes parágrafos contradizem a doutrina ensinada a todos os fiéis pelo magistério da Igreja e do próprio Catecismo da Igreja Católica, ao ponto de “comprometer a Verdade” e, por conseguinte, tornar “inaceitável” todo o Instrumentum laboris, assim como qualquer “outro documento que voltar a propor os conteúdos e fosse submetido à votação ao final da próxima assembleia sinodal”.

Os três padres e teólogos que assinam o texto são:

Claude Barthe, de 68 anos de idade, de Paris, ex-membro da Fraternidade São Pio X, co-fundador da revista Catholica, especialista em Direito e em Liturgia, promotor das peregrinações de apoio à carta apostólica Summorum Pontificum, autor de ensaios como La messe, une forêt de symboles [A missa, uma floresta de símbolos], Les romanciers et le catholicisme [Os romancistas e o catolicismo], Penser l’œcuménisme autrement [Pensar o ecumenismo de outra forma].

Antonio Livi, de 77 anos, de Roma, decano emérito da Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Lateranense, membro ordinário da Pontifícia Academia de Santo Tomás de Aquino e presidente da união apostólica Fides et ratio para a defesa da verdade católica. Sua última obra, de 2012, intitula-se Vera e falsa teologia [Verdadeira e falsa teologia].

Alfredo Morselli, de 57 anos, de Bolonha, pároco, confessor e pregador de Exercícios Espirituais segundo o método de Santo Inácio. Licenciado pelo Pontifício Instituto Bíblico, Morselli é autor de ensaios como La negazione della storicità dei Vangeli. Storia, cause, rimedi (2006) [A negação da historicidade dos Evangelhos. História, causas e remédios] e Allora tutto Israele sarà salvato (2010) [Então todo o Israel será salvo]. Seu arcebispo é o cardeal Carlo Caffarra.

O texto, na íntegra, em italiano, pode ser lido aqui.