“A divisão entre cristãos é um escândalo”, escreve Papa ao Conselho Ecumênico das Igrejas

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • O Espírito da Verdade des-vela nosso ser verdadeiro. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 25 Junho 2015

“Nosso diálogo deve continuar!”, é o que escreve o Papa Francisco em sua mensagem dirigida ao Secretário Geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, Olav Fykse Tveit, por ocasião do 50º Aniversário do Grupo misto de trabalho entre este organismo e a Igreja católica. O documento pontifício foi lido, na tarde desta terça-feira, pelo Cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, durante o congresso comemorativo em Roma.

A reportagem é publicada por Rádio Vaticano, 24-06-2015. A tradução é do Cepat.

Na mensagem, o Bispo de Roma manifesta seu parecer pelas “significativas relações ecumênicas” existentes hoje e por todas as metas alcançadas, ao longo dos anos, “inspiradas pelo desejo de unidade que Cristo instituiu para a Igreja, Seu corpo, e pela dor do escândalo da divisão entre cristãos”. Por isso, o Pontífice pede ao Grupo misto de trabalho para não ser apenas “um fórum introspectivo”, mas para se converter em uma “fábrica de ideias” concretas, abertas a todas as oportunidades e desafios que hoje são enfrentados pela Igreja em sua missão de acompanhar a humanidade sofredora, difundindo “na sociedade e na cultura” os valores e a verdade do Evangelho.

Recordando o sofrimento causado pela divisão entre cristãos, o Sucessor de Pedro exorta o Grupo misto a enfrentar “os temas ecumênicos cruciais” e a “promover modos para testemunhar uma comunhão real, mesmo que imperfeita, entre todos os batizados”. O desejo do Papa se dirige ao “dom da unidade plenamente visível entre todos os cristãos, para que a Igreja possa ser sempre mais um sinal de esperança no mundo e um instrumento de reconciliação entre os povos”.