Papa brinca sobre a infalibilidade: ''Às vezes, prevalece a minha indisciplina''

Mais Lidos

  • “Muitos homens pensam que perder a dominação sobre as mulheres é uma perda da sua própria masculinidade, o que não é verdade. Um homem pode ser homem, ter seus valores e nem por isso precisa dominar mulheres, crianças ou pessoas de outras etnias”, diz a socióloga

    Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay

    LER MAIS
  • Trump enfrenta uma guerra mais longa do que o esperado no Irã, com problemas no fornecimento de munição e armas

    LER MAIS
  • “É fundamental não olharmos apenas para os casos que chocam pela brutalidade, mas também para as violências cotidianas que atingem mulheres e meninas, que muitas vezes são naturalizadas e invisibilizadas”, adverte a assistente social

    Combate à violência contra as mulheres: “Essa luta ainda é urgente”. Entrevista especial com Cristiani Gentil Ricordi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Mai 2015

Há milhares de "cursilhos" na Aula Nervi, em Roma, quando Francisco entra e se desculpa com os fiéis do movimento por ter antecipado em um dia a audiência: "Foi uma confusão! Vocês sabem que o papa é infalível quando faz definições dogmáticas, o que se faz, mas raramente... Mas o papa também tem os seus defeitos, e a infalibilidade não tem nada a ver com os seus defeitos! E este papa é pouco ordenado e também indisciplinado...".

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 01-05-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Aplausos, risadas, embora Francisco brinque até certo ponto. Certamente, para um jesuíta, pareceria estranho. Mas Bergoglio já explicava isso à revista La Civiltà Cattolica, depois da eleição, respondendo ao padre Antonio Spadaro, que lhe perguntava por que ele entrara para a Companhia de Jesus: "Da Companhia, impressionaram-me três coisas: a missionariedade, a comunidade e a disciplina. Curioso, porque eu sou um indisciplinado nato. Mas a sua disciplina, o modo de organizar o tempo, impressionaram-me muito".

Além disso, é importante ser imprevisível: seguir em frente, saber arriscar, dizia ele em Santa Marta. "Fazer como sempre se fez, é uma alternativa de morte".