Arcebispo de Granada, Espanha, pede perdão por abusos sexuais na Igreja

Mais Lidos

  • "O Cântico das Criaturas nos ajuda a defender a vida". Entrevista com Stefano Mancuso

    LER MAIS
  • “Trump mantém o chavismo vivo porque é ele quem controla a Venezuela”. Entrevista com José Natanson, cientista político

    LER MAIS
  • Venezuela: Trump assume o controle dos campos de petróleo. Caracas negocia, provocando a ira da China

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Novembro 2014

O arcebispo de Granada, Francisco Javier Martínez, pediu perdão, neste domingo, pelos “escândalos” da Igreja. Ele fez isso antes de começar a celebração da eucaristia que é realizada todos os domingos na Catedral da cidade. Neste domingo, com a presença de mais fiéis do que o habitual. Antes de seu início, o arcebispo, acompanhado de outros religiosos de sua arquidiocese, se prostrou perante o altar maior e permaneceu ali por vários minutos.

A reportagem é de Valme Cortés, publicada pelo jornal El País, 23-11-2014.

O gesto que, segundo explicou, só é praticado na Sexta-Feira Santa, é a resposta que, de certo modo, o arcebispo granadino resolveu dar aos fiéis depois da revelação, na semana passada, de supostos casos de abusos sexuais que teriam sido cometidos por sacerdotes da diocese, de acordo com a denúncia feita por um jovem.

Durante a missa, Martínez ressaltou que “os males da Igreja são os males de cada um de nós”, e considerou ser ainda “mais doloroso” quando ações do tipo são praticadas em nome de uma confiança sagrada. “É uma ferida dolorosíssima para Cristo”, disse ele. O arcebispo, que pediu que todos cuidassem das pessoas que “por nossa culpa” tenham sido “escandalizadas ou feridas”, destacou que “o que produz o escândalo não é o sacerdócio, mas o fato de que podemos ser maus pastores”.

Diante dos congregados, o arcebispo mencionou um condenado por vários homicídios que ele costumava visitar na prisão. Após relatar sua história, questionou o que teria acontecido se ele próprio tivesse recebido o mesmo tratamento que esse presidiário, que era maltratado pelos pais quando criança.

Assim, fazendo alusão à “vontade de julgar” alguém, o arcebispo continuou sua explicação: “o mal é mau e é preciso erradicá-lo, e quando esse mal afeta inocentes é necessário erradicá-lo decididamente, absolutamente, na medida de nossas forças, mas não se deve julgar nunca, porque não sabemos a história que existe por trás de quem faz o mal, nunca sabemos, só Deus conhece o fundo do nosso coração”.