Fundos abutres. “Uma bomba sobre o sistema global”, declara Stiglitz

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Caroline | 04 Agosto 2014

“Tivemos muitas bombas ao redor do mundo, e esta é uma que os Estados Unidos estão jogando sobre todo o sistema econômico global. Não sabemos quando será a explosão e as consequências não serão sentidas apenas na Argentina”. Tal afirmação foi do Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz (foto) em declarações ao jornal The New York Times. O economista questionou com dureza a falha do juiz Thomas Griesa, validada pela Câmara de Apelações dos Estados Unidos e a Suprema Corte do país.

A reportagem é publicada por Página/12, 01-08-2014. A tradução é do Cepat.

 
Fonte: http://goo.gl/yK2j1t  

“A campanha contra Argentina mostra quão profunda pode ser a influência dos fundos abutres fora dos mercados nos quais apostam. Enquanto a assinatura do Sr.(Paul) Singer ainda tem que cobrar algum dinheiro da Argentina, alguns especialistas em dívida assinalam que a batalha já orientou a balança a favor dos credores no enorme mercado da dívida ao qual recorrem recorrentemente os países para enfrentar seu déficit”, destacou Stiglitz no NYT.

Para Stiglitz não está em jogo apenas o processo de reestruturação da dívida argentina, mas a ação dos fundos abutres pretende disciplinar o sistema financeiro para que continue operando de maneira autorregulada. “A consequência desta mudança na relação de forças é bastante lógica. Os países em crise agora podem encontrar mais dificuldade para o alívio frente aos credores depois de um default de sua dívida”, concluiu o Prêmio Nobel.

A partir do caso argentino, vários países começaram a modificar sua legislação para se resguardar frente às demandas minoritárias dos fundos abutres, como ocorreu no centro financeiro de Luxemburgo ou Inglaterra. O próprio chefe de Gabinete da Argentina, Jorge Capitanich, defendeu que o país poderia recorrer à ONU para impulsionar uma convenção sobre a reestruturação da dívida.