'Política de Participação Social complementa demandas antigas da Constituição de 1988'

Mais Lidos

  • “Permitir a instalação de um empreendimento com essa magnitude de demanda sem uma avaliação climática rigorosa significa aprofundar a vulnerabilidade territorial já existente”, afirma a advogada popular

    Data centers no RS e as consequências de sua implementação. Entrevista especial com Marina Dermmam

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial e o empobrecimento da Igreja como centro de dados. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Companhias aéreas europeias começam a cortar voos devido à guerra no Irã: Lufthansa anuncia 20 mil cancelamentos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 20 Junho 2014

Os conselhos que serão criados pelo Decreto 8.243, sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, que instaura a Política Nacional de Participação Social (PNPS), já estão previstos na Constituição Federal desde 1988. A professora da Faculdade de Educação da USP Maria Victoria Benevides afirma que a política está “absolutamente dentro das normas constitucionais” e destaca que os órgãos serão consultivos e não deliberativos.

A reportagem é publicada pela Rede Brasil Atual, 18-06-2014.

A proposta apresentada por Dilma estimula a participação de conselhos, movimentos sociais e da população em formulação, acompanhamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Setores de oposição ao governo contestam, no entanto, a instauração da PNPS como decreto e alegam que a medida seria um “golpe” da presidência.

Maria Victoria argumenta que a participação social, além de já ser prevista pela Constituição, é defendida por diversos movimentos populares e deve ser vista como um canal de diálogo entre o Estado e os brasileiros. “Hoje, se fala tanto em transparência na administração pública. Pois estes canais poderão dar, além da participação, a transparência que todos parecem querer”, explica.

A educadora defende a iniciativa popular legislativa por meio de mecanismos como referendos e plebiscitos, e acredita que a política de participação pode complementar as demandas defendidas nas manifestações de junho de 2013. “Os jovens terão nesses mecanismos de participação política um caminho excelente para o exercício de reivindicações, propostas, manifestações. É um espaço institucional que se abre para a atuação da juventude, que tem o direito e o dever de se manifestar e participar.”