“Não podemos fingir que a nossa divisão não seja um escândalo e um obstáculo para a salvação”, disse o Papa Francisco para Justin Welby

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Por: André | 17 Junho 2014

O Papa chamou a atenção, em um discurso dirigido ao primaz da Comunhão Anglicana e arcebispo de Canterbury, Justin Welby, que não podem “fingir” que a divisão entre cristãos não seja “um escândalo” e “um obstáculo para o anúncio da salvação ao mundo”. O primaz anglicano e Francisco compartilharam um emocionante momento de oração comum na capela Urbano VIII.

 
Fonte: http://bit.ly/1nh2ZxU  

A reportagem está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 16-06-2014. A tradução é de André Langer.

Depois do encontro privado, que esteve marcado pelo ecumenismo, Francisco disse que a divisão e o confronto entre cristãos é uma “gravíssima praga”, para a qual Deus tornou os fiéis capazes de fazer uma frente “comum” com “perseverança e determinação”.

O Pontífice disse que ambos são “companheiros de viagem” e “colaboradores”, ao mesmo tempo que manifestou que a reunião entre ambos serve para “fortalecer os laços de amizade” e o “compromisso” comum para “a grande causa da reconciliação e da comunhão entre os que creem em Cristo”.

Assim mesmo, afirmou que muitas vezes a nossa “vista está ofuscada” pelo “peso da história das divisões”, o que faz com que a nossa “vontade” nem sempre esteja “livre de ambição”.

Além disso, manifestou que a fé “veio” através “de muitos testemunhos” e que, por isso, os cristãos estão em dívida com os “santos” e “mestres de comunidade” que testemunham as “raízes comuns” entre anglicanos e católicos.

Por outro lado, recordou que no domingo passado celebrou-se a Festa da Santíssima Trindade e que a história da Evangelização da Inglaterra deu lugar a “uma história de fé e santidade”, o que beneficiou “muitos europeus”.

O Papa definiu-o como “um caminho glorioso” do qual fica “uma marca profunda nas instituições e tradições eclesiais” que constituem um fundamento sólido para “a fraternidade” entre os cristãos.

A visita de Welby a Roma se dá no contexto da luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas. Em 17 de março passado, a Igreja católica assinou, no Vaticano, um acordo com representantes do Islã e da Igreja anglicana mediante o qual se comprometeram a lutar pela erradicação da escravidão moderna e o tráfico de pessoas em todo o mundo antes de 2020.