Porto Rico deve investigar denúncias de abuso sexual cometido pela Igreja Católica

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25 Fevereiro 2014

Na quinta-feira (20-02-2013) o secretário da Justiça porto-riquenho disse que ordenou uma investigação para apurar denúncias de abuso sexual em uma outra diocese católico-romana da ilha.

A reportagem é de Danica Coto, publicada pelo jornal Huffington Post, 21-02-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

As denúncias vieram da Diocese de Mayaguez, na região oeste de Porto Rico, e o anúncio veio poucos dias depois que promotores públicos disseram estar investigando denúncias semelhantes contra seis sacerdotes na Diocese de Arecibo, os quais já foram removidos de suas funções ministeriais.

“Trata-se aparentemente de um problema muito maior do que pensávamos”, contou aos repórteres o secretário da Justiça, Cesar Miranda.

Em um comunicado a Diocese de Mayaguez afirmou estar lidando com quatro casos de supostos abuso sexual.

O caso mais recente data de 2013 e está atualmente pendente na Congregação para a Doutrina da Fé, que lida com tais acusações. O sacerdotes acusado aqui foi removido de seu ministério, afirmou a diocese.

Nos outros três casos, a diocese falou que um – de 2011 – também está pendente diante do Vaticano e que a pessoa envolvida foi desligada do ministério.

O comunicado informa que o Vaticano está revendo um caso de 2009 envolvendo alguém que não mais está no ministério e que pede para retornar à condição de leigo, além de um caso de 2006 envolvendo uma pessoa não mais ativa na diocese.

Um pedido para voltar à condição de leigo no contexto dos abusos sexuais é o equivalente eclesial a um apelo sem contestação no qual um sacerdote admite ter errado e pede para ser dispensado de suas obrigações. É semelhante a ser excomungado, já que o resultado é o mesmo, porém naqueles casos a Igreja concede laicização porque um padre pede por isso no contexto de ser acusado de um crime canônico em lugar de esperar que a Igreja publique uma laicização punitiva forçada.

A diocese observou que aqueles que fizeram as denúncias são adultos e pediram que seus casos não fossem reportados à polícia. Funcionários da diocese afirmaram que não irão emitir mais comentários porque as investigações estão em andamento.

“A diocese comprometeu-se com uma política de tolerância zero”, lê-se no comunicado. “Qualquer queixa, reclamação, é investigada imediatamente”.

Mais detalhes sobre os casos não foram imediatamente disponibilizados, e as chamadas telefônicas à secretaria diocesana de Mayaguez ficaram sem resposta na tarde de quinta-feira.

Funcionários junto ao Departamento de Justiça de Porto Rico recentemente acusaram a Diocese de Arecibo de reter informações para uma investigação criminal paralela. Em resposta, a diocese ajuizou uma ação afirmando estar protegendo a privacidade das supostas vítimas, uma das quais afirmou em tribunal não querer que suas informações pessoais fossem repassadas aos promotores.