Exílio dos jesuítas durante a supressão no século XVIII

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13 Fevereiro 2014

As condições do exílio dos jesuítas no século XVIII dependiam dos países dos quais eles provinham. A situação foi diversa em países como Portugal, França e Espanha durante o período da supressão.

A nota foi publicada no sítio Jesuit Restoration 1814, 07-02-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em Portugal, o rei anunciou que os jesuítas que não tinham feito votos perpétuos poderiam ficar no país, se solicitassem a liberação de seus votos. Pouquíssimos capitularam e, no fim, cerca de 6/7 dos 1.700 jesuítas do império português mantiveram-se fiéis aos seus votos, levando 1.100 jesuítas a serem exilados para a Itália. Embora o exílio tenha sido executado em etapas, ele apresentou um grande desafio para os jesuítas italianos que tiveram que fornecer hospedagem e sustento. As rações alimentares foram limitadas, pinturas foram vendidas, e o superior geral, Pe. Ricci, teve que pedir a dispensa da regra dos jesuítas que não os permitia receber estipêndios pelas missas.

Na França, embora o rei tivesse suprimido a Companhia de Jesus em todo o país, ele permitiu que os antigos jesuítas ficassem no reino, se permanecessem "bons e fiéis súditos", sob a autoridade do bispo local. A ajuda do rei estava sendo forçada no parlamento – e o rei estava preparado para conceder aos ex-jesuítas um salário magro, no entanto, mesmo esse gesto de boa vontade foi bloqueado pelos políticos.

Sem comida, trabalho ou um teto sobre suas cabeças, 2.900 ex-religiosos enfrentavam a destituição. Alguns embarcaram para missões estrangeiras, alguns receberam hospitalidade em outras comunidades religiosas. Tornou-se moda em certos círculos abrigar ex-jesuítas em casas particulares. O superior geral, Pe. Ricci, tentou que os países vizinhos recebessem esses refugiados, mas os seus diplomatas, que não queriam correr o risco da ira da França, ao oferecer hospitalidade aos jesuítas, bloquearam seus esforços.

Na Espanha, a expulsão dos jesuítas foi implacável e eficientemente coordenada no espaço de alguns meses em 1767. Em 27 de fevereiro, Carlos III emitiu um decreto secreto banindo os jesuítas e confiscando suas propriedades. Em 20 de março, esse decreto foi enviado, em pacotes selados, a todas as cidades onde havia uma presença jesuíta. À meia-noite de 1º de abril, os pacotes foram abertos, e o decreto, lido aos jesuítas reunidos. Eles deveriam sair imediatamente, apenas com a roupa que usavam, breviários, chocolate e alguns trocados.

Sob guarda armada, eles foram levados para os portos mais próximos. Os da província andaluza foram para Jerez de la Frontera, os da província de Toledo para Cartagena, os da província de Aragão para Tarragona, os de Castela para Santander. Foi uma operação descrita alegremente pelo rei como uma cesarina. Eles foram enviados para os estados pontifícios, onde o papa se recusou a recebê-los - e eles acabaram na Córsega.