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Por: Cesar Sanson | 06 Fevereiro 2014

"Diversificar e descentralizar a geração e transmissão de energia é a forma mais segura para evitarmos o desabestecimento no país". O comentário é de Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Energia do Greenpeace em artigo no portal do Greenpeace, 05-02-2014.

Eis o artigo.

A falha que ocasionou a interrupção do fornecimento de energia em diferentes pontos do país, afetando mais de 1 milhão de pessoas, evidencia novamente as restrições de um modelo centralizado de suprimento de eletricidade.

O Sudeste depende de grandes linhas de transmissão para receber energia de Itaipu que viaja longas distâncias até atingir as casas e edifícios consumidores. E este processo deve continuar com as próximas usinas hidrelétricas na Amazônia, ainda mais distantes dos principais centros consumidores.

A vulnerabilidade desse sistema não transparece apenas em eventos como o ocorrido ontem. A falta de chuvas também coloca em xeque a insistência em investirmos tanto em hidrelétricas, justamente as usinas mais suscetíveis às alterações climáticas que vivemos neste verão e em ocasiões passadas.

Temos em outras renováveis opções confiáveis e já economicamente viáveis. Um exemplo disso foram os leilões de 2013, que contrataram quase 6 mil MW em usinas de energia eólica, biomassa e solar, que devem ser construídas nos próximos 4 anos.

Desta forma, é possível atender ao crescimento energético do país com fontes renováveis sustentáveis em um horizonte de tempo até mais rápido do que o necessário para construir mais hidrelétricas como Belo Monte ou o complexo de Tapajós.

E curiosamente, é durante os períodos de falta de chuva que a fonte solar mais brilha, registrando índices de irradiação superiores aos convencionais no interior de São Paulo, Minas e Bahia. Diversificar e descentralizar a geração e transmissão de energia é a forma mais segura para evitarmos o desabestecimento no país.