“A usura não é humana, é uma praga social”, diz o Papa Francisco

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Por: André | 30 Janeiro 2014

Um apelo para que o trabalho, “que é fonte de dignidade”, seja “a preocupação central de todos”. E uma duríssima condenação da usura, “dramática praga social”. Desta maneira o Papa concluiu sua Audiência Geral da manhã desta quarta-feira na Praça São Pedro.

 
Fonte: http://bit.ly/1fwv4gQ  

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada no sítio Vatican Insider, 29-01-2014. A tradução é de André Langer.

A ocasião foi, durante as saudações em italiano, a participação das “famílias de operários da Shellbox”, empresa de Castelfiorentino em bancarrota, que foram acompanhadas à audiência pelo cardeal Giuseppe Betori, de Florença. “Enquanto expresso a minha proximidade – disse Jorge Mario Bergoglio – formulo votos para que se faça todo o esforço possível por parte das instâncias competentes, para que o trabalho, que é fonte de dignidade, seja a preocupação central de todos. Que não falte o trabalho”, repetiu o Papa, porque “é fonte de dignidade”. Francisco também saudou as fundações vinculadas à Consulta Nacional Anti-usura, acompanhadas pelo arcebispo de Bari, Francesco Cacucci: “espero – disse Bergoglio – que as instituições possam intensificar seu compromisso com as vítimas da usura. Quando uma família não tem o que comer porque tem que pagar o empréstimo aos agiotas, não é humano, e esta dramática praga social fere a dignidade inviolável da pessoa humana”.

O Papa prosseguiu com um ciclo dedicado aos sacramentos cristãos. Depois do Batismo, desta vez Bergoglio falou sobre a Confirmação. “Junto com o Batismo e a Eucaristia, a Confirmação faz parte de um processo único de iniciação cristã, através do qual somos inseridos gradualmente em Cristo, morto e ressuscitado, e recebemos uma vida nova, tornando-nos membros da Igreja”. Por isso, o termo confirmação, explicou o Papa, recorda que este sacramento “ratifica a graça batismal, une-nos mais firmemente a Cristo: afiança a nossa relação com a Igreja e dá-nos uma força especial do Espírito Santo para defender a fé e confessar o nome de Cristo sem nos envergonharmos da sua Cruz”.

Por este motivo é importante cuidar para que as crianças e os jovens tenham este sacramento: “Todos nós – sublinhou – nos ocupamos para que sejam batizados: e isto é bom! Mas talvez não nos ocupamos tanto em que recebam a Confirmação; ficam no meio do caminho”.

O Papa perguntou aos fiéis: “cada um de nós, verdadeiramente se preocupa para que as nossas crianças e os nossos jovens recebam a confirmação? Isto é importante; é importante. E se vocês tiverem em casa crianças que ainda não receberam estes Sacramentos, façam todo o possível para percorrer o caminho da iniciação cristã e recebam a força do Espírito Santo. É importante! Naturalmente – acrescentou –, é importante oferecer aos confirmandos uma boa preparação, que deve guiá-los para uma adesão pessoal à fé em Cristo e despertar neles o sentido de pertença à Igreja”. A confirmação, indicou o Papa, como qualquer um dos outros sacramentos, “não é obra dos homens, mas de Deus, que cuida da nossas vida, de modo a plasmar-nos à imagem do seu Filho, para que possamos amar como Ele”.

Na sequência, Jorge Mario Bergoglio permitiu-se uma brincadeira com os fiéis que o escutavam: “Não quero perguntar se vocês se lembram dos sete dons do Espírito, não vamos fazer isso... eu mesmo os digo”: “a sabedoria, a inteligência, o conselho, a fortaleza, a ciência, a piedade e o temor de Deus”. Estes dons serão os argumentos das próximas catequeses, finalizou.