Bento XVI expulsou cerca de 400 sacerdotes por abusos contra menores

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Por: André | 20 Janeiro 2014

Bento XVI tomou o timão assim que o escândalo dos abusos sexuais por parte de sacerdotes tornou-se público.

 
Fonte: http://bbc.in/1dl9RmV  

A informação é da  BBC Mundo, 17-01-2014. A tradução é de André Langer.

A Santa Sé reconheceu que o Papa Bento XVI expulsou, entre 2011 e 2012, cerca de 400 sacerdotes por assuntos relacionados com abusos sexuais contra menores.

O número representa um forte aumento em relação aos sacerdotes proibidos de exercer o ministério em anos anteriores, de acordo com um documento obtido pela agência Associated Press.

As estatísticas fazem parte do relatório que funcionários do Vaticano proporcionaram a membros da Comissão das Nações na semana passada em Genebra.

Até agora, o Vaticano tornou público apenas o número dos supostos casos de abusos sexuais.

Escândalos por abusos sexuais

Alemanha – Em 2012, um sacerdote, indicado apenas por Andreas L., admitiu 280 abusos sexuais que envolveram três menores durante mais de uma década.

Estados Unidos – As revelações sobre os abusos cometidos na década de 1990 pelos sacerdotes de Boston, Paul Shanley e John Geoghan, causaram indignação pública.

Bélgica – O bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, renunciou, em abril de 2010, após reconhecer que havia abusado sexualmente de um menor durante anos.

Itália – Em 2010, a Igreja católica na Itália admitiu que cerca de 100 casos de sacerdotes pederastas foram registrados durante mais de 10 anos.

Irlanda – Um relatório publicado em 2009 constatou que os abusos sexuais e psicológicos eram “endêmicos” nas escolas dirigidas por católicos e em orfanatos, durante a maior parte do século XX.

A Igreja católica foi acusada de encobrir os abusos sexuais dos clérigos, mudando o destino dos que estavam envolvidos em abusos sem ter a correspondente denúncia feita às autoridades civis.

“A vergonha da Igreja”

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse inicialmente que o relatório havia se baseado em uma leitura errada dos dados. Mas, posteriormente, retratou-se de sua declaração e confirmou à BBC que a notícia estava correta.

As estatísticas revelam que o número de sacerdotes excomungados em 2011 e 2012 foi mais do dobro dos 171 sacerdotes expulsos em 2008 e 2009, quando o Vaticano proporcionou pela primeira vez um número sobre o assunto.

O Vaticano também enviou outros 400 casos, para que sejam julgados por um tribunal eclesiástico ou para serem tratados administrativamente.

Bento XVI, que foi eleito em 2005, tomou a dianteira do assunto quando o escândalo dos abusos sexuais contra menores por parte de sacerdotes tornou-se público.

A avalanche de denúncias, demandas e informes oficiais sobre os abusos sexuais atingiu seu pico em 2009 e 2010, o que, dizem os observadores, poderia explicar a alta mostrada no documento.

A Santa Sé é signatária da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, um instrumento juridicamente vinculante que a compromete com a proteção e o cuidado dos mais vulneráveis da sociedade. Em 1990, ratificou a Convenção, mas, após um relatório de execução apresentado em 1994, não apresentou mais nenhum outro relatório até 2012, quando explodiram as revelações de abusos sexuais contra menores na Europa e em outros lugares.

Em dezembro passado, o Vaticano rechaçou o pedido para disponibilizar dados sobre os abusos feito pelo Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, sob o argumento de que só liberaria essas informações caso fossem solicitados por um país em particular, no marco de um procedimento judicial.

Na homilia da quinta-feira, dia 16, o sucessor de Bento XVI, o Papa Francisco, qualificou os escândalos por abusos sexuais de “vergonha da Igreja”.

Francisco anunciou, em dezembro, que criará uma comissão para tratar de abusos sexuais na Igreja católica.

Veja também:

Vaticano confirma quase 400 padres laicizados por abuso sexual

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