A Secretaria de Estado ordena a retirada do sítio do Vaticano da entrevista entre o Papa e Scalfari

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Por: André | 18 Novembro 2013

A Secretaria de Estado vaticana decidiu retirar dos sítios da Santa Sé o conteúdo da entrevista que o fundador do jornal italiano La Repubblica, Eugenio Scalfari, manteve há semanas com o Papa Francisco. “A entrevista é confiável, mas o texto não foi revisado palavra por palavra”, apontou o porta-voz vaticano, Federico Lombardi, que desmentiu em perguntas dos jornalistas que a retirada teria sido solicitada pelo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Müller.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada no sítio espanhol Religión Digital, 15-11-2013. A tradução é de André Langer.

Às perguntas dos jornalistas sobre os motivos desta decisão, o porta-voz da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, explicou que “a entrevista é confiável, no sentido geral, mas não nas valorizações individuais; por isto considerou-se não fazer dele um texto para consulta no sítio da Santa Sé. Substancialmente, ao tirá-lo sopesa-se a natureza do texto. Havia alguns equívocos e também um debate sobre seu valor. A decisão foi da Secretaria de Estado”.

O padre Lombardi, desde quando foi publicada a entrevista, declarou que o Papa não havia revisado pessoalmente o texto, embora Scalfari o tivesse enviado ao Vaticano. Com efeito, o artigo continha algumas expressões dificilmente atribuíveis ao Papa Francisco.

Além de um erro relacionado com o que aconteceu na Capela Sistina. Em uma das respostas se dizia que o Pontífice, depois de ter alcançado os votos necessários para a eleição, teria se retirado em oração antes de aceitar. Circunstância que foi desmentida por diferentes cardeais, como o arcebispo de Nova York, o cardeal Timothy Dolan.

Também havia provocado muitas polêmicas e discussões uma afirmação (além do mais perfeitamente compatível com o Catecismo da Igreja Católica) relacionada com o primado da consciência. Lombardi desmentiu que a decisão de tirar do sítio a entrevista tenha sido tomada seguindo um pedido do prefeito do ex-Santo Ofício, o arcebispo Gerhard Ludwig Müller.