Hans Küng espera ser reabilitado por Francisco

Mais Lidos

  • “Permitir a instalação de um empreendimento com essa magnitude de demanda sem uma avaliação climática rigorosa significa aprofundar a vulnerabilidade territorial já existente”, afirma a advogada popular

    Data centers no RS e as consequências de sua implementação. Entrevista especial com Marina Dermmam

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial e o empobrecimento da Igreja como centro de dados. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • A ideologia da Palantir explicada por Varoufakis

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 19 Abril 2013

O teólogo dissidente suíço Hans Küng (foto), que o papa João Paulo II retirou a permissão de atuar como sacerdote e ensinar teologia católica, em 1979, espera ser reabilitado pelo papa Francisco. “Para muitos seria um sinal, se essa injustiça fosse reparada”, afirma Küng, de 85 anos, em declarações publicadas pelo jornal alemão “Hannoverschen Allgemeine Zeitung”.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 18-04-2013. A tradução é do Cepat.

 
Fonte: http://goo.gl/fBVBm  

Licenciado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma, em 1953, Küng expressa sua esperança de que isso aconteça “quando ainda me encontrar com vida”. O teólogo crítico é atualmente presidente da Fundação “Weltethos” (Ética Mundial, em português), cargo que, entretanto, abandonará logo, por razões de idade.

Küng foi companheiro de Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, na Faculdade de Teologia de Tübingen, na qual ambos foram professores. Os dois também estiveram como assessores no Concílio Vaticano II. No início de suas carreiras, pertenceram a um grupo de teólogos católicos alemães liberais e “aberturistas”.

Não obstante, com o passar dos anos, Ratzinger deu uma virada rumo à ortodoxia conservadora, enquanto Küng se tornou cada vez mais liberal, até chegando a perder a autorização para ensinar teologia católica, depois de questionar o dogma da infalibilidade papal.

Nos últimos anos, Küng se dedicou a fomentar o diálogo entre as religiões na busca pela definição de um marco ético comum.