Greve de fome de prisioneiros chega a sete semanas e antecipa visita da Cruz Vermelha a Guantánamo

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27 Março 2013

A greve de fome promovida por prisioneiros de Guantánamo, que chegou nesta quarta-feira (27/03) a sete semanas de duração e soma um número crescente de adeptos, fez com que o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) adiantasse sua visita ao presídio norte-americano localizado em território cubano.

A informação é publicada por Opera Mundi, 27-03-2013.

“Para tentar entender as tensões atuais e a greve de fome em curso, decidimos começar essa visita antes. O CIVC tinha previsto inicialmente visitar os prisioneiros de Guantánamo a partir de 1º de abril”, afirmou o porta-voz do organismo Bijan Farnudi, segundo a agência AFP. Será a 92ª visita que a organização realizará à prisão.

A greve de fome é um protesto dos prisioneiros pelo tratamento que recebem no local e por sua reclusão indefinida, na maioria das vezes realizada sem julgamento.

O movimento, no entanto, teve início no dia 6 de fevereiro, quando, durante uma inspeção, alguns detentos afirmaram que os carcereiros confiscaram bens pessoais como fotografias, cartas e exemplares do Corão, fato considerado como uma “profanação religiosa”.

Segundo o Center for Constitutional Rights, grande parte dos 130 presos que se encontram no Campo 6 da prisão aderiram ao protesto. Segundo o capitão Robert Durand, um dos porta-vozes do presídio, no entanto, 24 presos realizam greve de fome, dos quais oito perderam tanto peso que foram obrigados a receber nutrientes líquidos através de tubos.

No início do ano, a ONU divulgou um comunicado no qual expressou que os EUA violam a legislação internacional dos direitos humanos por manter cidadãos não julgados presos indefinidamente. Antes de iniciar seu primeiro mandato, em 2009, o agora reeleito presidente dos EUA, Barack Obama, havia prometido o fechamento da prisão, o que ainda não ocorreu.