FAO quer promover agrofloresta para combater fome e pobreza

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 08 Fevereiro 2013

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) afirmou nesta terça-feira (5) que milhões de pessoas em todo o mundo podem escapar da fome, da pobreza e da degradação ambiental. Segundo a FAO, isso será possível se os países se esforçarem para promover a agrofloresta, um sistema que une árvores, plantações e a criação de animais.

A reportagem é de Edgard Júnior e publicada pelo Instituto CarbonoBrasil, 07-02-2013, a partir de informações da Rádio ONU.

Commodities

A agência da ONU informou que o setor agroflorestal serve de fonte para vários tipos de commodities, que incluem madeira, frutas e carnes até café e borracha. No novo relatório, a FAO mostra como a agrofloresta pode ser integrada na estratégia nacional dos governos e como as políticas podem ser ajustadas para condições específicas.

Oportunidades

O setor está apresentando novas oportunidades, como por exemplo, o miombo, área de florestas que cobre 3 milhões de quilômetros quadrados em 11 países do centro, leste e oeste da África. Aproximadamente 100 milhões de pessoas que vivem nessa região, incluindo Angola e Moçambique, poderiam ser beneficiadas com a iniciativa.

Incentivos

Segundo a FAO, os agricultores que plantarem árvores em suas terras devem ser recompensados financeiramente por serviços ao ecossistema. Esses incentivos podem ser em forma de doações, redução de impostos, ajuda em crédito ou no desenvolvimento de infraestrutura.

O relatório mostra que a Costa Rica serve de modelo do agrofloresta. O país criou uma lei, em 1996, que estabeleceu um fundo de financiamento florestal. Esse fundo combina investimentos em plantações, árvores e criação de gado.

Nos últimos oito anos, mais de 10 mil contratos foram concedidos a vários  sistemas de agroflorestas, que resultaram no plantio de mais de 3,5 milhões de árvores em fazendas.