Dilma abre agenda oficial ouvindo grandes grupos

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11 Janeiro 2013

A presidente Dilma Rousseff abriu ontem a agenda oficial deste ano recebendo alguns dos principais empresários e executivos do país, os diretores-presidentes da Cosan, Rubens Ometto; da Vale, Murilo Ferreira; e da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

A reportagem é de Bruno Peres e publicada pelo jornal Valor, 11-01-2013.

A Presidência da República não informou o conteúdo da conversa com cada um, nem a coincidência de sua presença na agenda no primeiro dia efetivo de volta de Dilma Rousseff ao trabalho, depois das férias na Bahia. Em férias, ainda, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, não participaram das reuniões.

Os empresários fizeram declarações otimistas, cada um para seu setor, à saída da reunião, anunciando investimentos e planos de negócios e análise de conjunturas que apontam para uma melhoria neste ano.

O presidente da Cosan estimou que a safra 2013/2014 de cana-de-açúcar, com início em abril, será "melhor" que a anterior. O executivo disse que a moagem no setor pode alcançar 600 milhões de toneladas no próximo ciclo. O grupo estima investir em 2013 cerca de R$ 5 bilhões.

Murilo Ferreira, da Vale, disse considerar que neste ano a companhia tem "um otimismo" em relação ao momento econômico atual, mas evitou traçar cenários possíveis para o preço do minério de ferro. O otimismo, na avaliação dele, decorre de uma melhoria nas relações comerciais com a Ásia.

Já o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, relatou à presidente a previsão de investimentos da empresa em 2013 em um total de R$ 17 bilhões, após R$ 13 bilhões investidos no ano passado. Ele também reforçou o interesse da construtora em atuar no setor aeroportuário, assim como em outros segmentos em logística.

Segundo eles, não foram tratados, durante os encontros, os problemas mais graves enfrentados pelo governo no momento, envolvendo o setor energético e a ameaça de racionamento. Os três discordaram da avaliação de risco na segurança energética no Brasil.

"Acho que isso mostra que cada vez mais ela quer escutar o setor empresarial", disse Marcelo. Na avaliação dele, na condição de presidente, Dilma deve "sempre" fazer ao setor privado o pedido de investimentos e geração de empregos. Ferreira, da Vale, convidou a presidente para a inauguração da planta de cobre em Salobo, no Pará, após falar dos principais empreendimentos da mineradora em diversas regiões do país.